Desempenho do ovo em junho e no 1º semestre
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Ovo

Desempenho do ovo em junho e no 1º semestre

Não há como negar, de toda forma, que em termos de preço os resultados do último bimestre poderiam ter sido piores
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Uma vez que o ovo, em menos de uma semana, chegou a registrar aumento superior a 40% (base: preço no atacado de São Paulo para o branco extra), o que irá prevalecer quando forem divulgados os índices inflacionários do mês é que – a exemplo do frango – está entre os “vilões da inflação” de junho.

Na verdade, porém, excetuada a rapidez com que ocorreram, as altas do ovo no mês que passou não tiveram nada de anormal. Assim, por exemplo, o pico de preços registrado no período (média de R$93,00/caixa por volta do dia 10) ficou aquém dos R$96,00/caixa, valor alcançado há pouco mais de um ano, no final da Quaresma de 2017. Além disso, o valor médio de junho – R$80,23/caixa – ficou mais de 7% aquém dos R$87,04/caixa de junho do ano passado.

Enfim, o ganho que o setor possa ter tido no pós-movimento caminhoneiro foi não só aparente, mas também absolutamente efêmero. Pois insuficiente para cobrir os prejuízos enfrentados com a paralisação nacional do trânsito de mercadorias.

Não há como negar, de toda forma, que em termos de preço os resultados do último bimestre poderiam ter sido piores. Ou seja: quando o movimento caminhoneiro começou, no final de maio, a cotação do ovo vinha em decréscimo. Com a paralisação do mercado, os preços tornaram-se nominais, ficando congelados. Já a alta valorização de junho só se concretizou a partir das lacunas criadas no abastecimento. Não ocorreria em situação normal de oferta.

Este, por sinal, é o grande desafio que espera o setor de postura na entrada do segundo semestre: a oferta considerada normal parece estar acima das necessidades de consumo. Um desafio que aumenta no corrente mês, já que o consumo não poderá contar com a demanda da merenda escolar.

Enfim, nas circunstâncias aí presentes – demanda em recesso (não só por conta das férias escolares) e oferta elevada – corre-se o risco de ver repetido o desempenho do segundo semestre de 2017 (gráfico à esquerda, abaixo), ocasião em que os preços retrocederam mês após mês.

Cabe à atividade agir com competência para afastar de vez essa possibilidade. Sobretudo porque as condições de produção deste ano são absolutamente diferentes das observadas um ano atrás. E porque, ainda, o 1º semestre está sendo fechado com um preço médio (R$69,20/caixa) 16% menor que os R$82,60/caixa do mesmo semestre de 2017.

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