Ovos

Desempenho do ovo em novembro e em 2017

Nos últimos dois meses, a desvalorização enfrentada pelo ovo foi bem maior que a esperada a partir da curva sazonal
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Em novembro, pelo quinto mês consecutivo (ou seja, por todo o segundo semestre, até aqui), o ovo enfrentou redução de preço. Tomando como base as cargas fechadas negociadas no atacado da cidade de São Paulo (fonte: www.jox.com.br), o ovo branco extra foi negociado na média do mês por cerca de R$66,00/caixa, valor 4,4% menor que o registrado no mês anterior.

É o segundo pior resultado dos onze primeiros meses de 2017, somente superando – mas por diferença não muito significativa – os R$61,42/caixa de janeiro deste ano. Além disso, cotado em 30 de novembro por R$64,00/caixa, o ovo registrou no início e no fim do mês valores que só estão acima dos preços alcançados nos primeiros dias de 2017.

Porém, para quem acompanha o mercado de forma rotineira essa nova queda e o baixo patamar atingido em novembro não têm nada de surpreendente, apenas refletem o comportamento da curva sazonal de preços do produto.

Em outras palavras, pela curva sazonal – aquela que mostra o desempenho do mercado em um longo período de tempo – os dois menores preços de cada exercício são registrados, primeiro, em janeiro e, a seguir, somente em novembro. Portanto, cumpriu-se a regra.

O que ocorreu de diferente neste ano é que nos últimos dois meses, outubro e novembro, a desvalorização enfrentada pelo ovo foi bem maior que a esperada a partir da curva sazonal. Assim, em vez de enfrentar, no bimestre, desvalorização da ordem de meio por cento em relação à média obtida no ano anterior, o setor viu essa desvalorização ultrapassar a marca dos 10%. 

Reputar essa perda à queda do consumo – como ocorreu com o frango - parece não ser aplicável ao ovo. Porque em boa parte deste ano o produto operou com preços superiores aos de 2016. Tanto que encerrou o primeiro semestre de 2017 com preços médios 10% superiores aos do mesmo período do ano anterior.

Mas o ganho, significativo, passou a sofrer diluição à medida que o segundo semestre avançou. O que – tudo indica – se deve a um aumento (aparentemente, também significativo) da oferta do produto. O resultado, a esta altura, é um preço médio em 11 meses – R$78,99/caixa – apenas 4,5% superior ao registrado entre janeiro e novembro do ano passado.

A expectativa, agora, é a de que o mês de Festas proporcione a recuperação há tempos aguardada. 
 

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