Desmatamento e excesso de chuva culminaram no desmoronamento da MT-020

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Desmatamento e excesso de chuva culminaram no desmoronamento da MT-020

O diagnóstico foi apresentado na manhã desta segunda-feira, 19 de dezembro
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O diagnóstico foi apresentado na manhã desta segunda-feira, 19 de dezembro

Desmatamento em área de propriedade privada, fragilidade do solo, excesso de chuva e falta de grama na margem da pista foram os principais fatores que contribuíram para o desmoronamento de um trecho de aproximadamente 600 metros da MT-020, que liga Chapada dos Guimarães ao Distrito de Água Fria, no dia 21 de novembro. A obra está orçada em R$ 16 milhões. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), revela que irá cancelar contrato com outra empresa responsável por trecho de 23 quilômetros na mesma rodovia que não havia sido pavimentada e também sofreu danos em decorrência a chuva.

O diagnóstico foi apresentado na manhã desta segunda-feira, 19 de dezembro, pela Sinfra e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea).

No dia 21 de novembro, segundo levantamento pluviométrico realizado pela Sinfra juntamente com órgãos responsáveis, choveu aproximadamente 160 milímetros em 6 horas na região. 

O trecho que desmoronou tem aproximadamente 600 metros, de um total de 23 quilômetros já pavimentados da rodovia MT-020. De acordo com a Sinfra, outros 23 quilômetros, sob a responsabilidade de uma outra empresa, na mesma rodovia também sofreu interferências com as chuvas visto não estar pavimentado.

Tanto o diagnóstico realizado pelos técnicos da Sinfra quanto pelos engenheiros do Crea apontam o desmatamento de uma propriedade privada às margens da rodovia como principal motivo. A área aberta, e que será investigada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para averiguar se havia licença para o desmate, possui extensão de cinco hectares.

“Não foi constatado erro por parte da empresa no trecho que desmoronou. O que vimos foi um desastre natural provocado por fatores de desmatamento, fragilidade do solo, excesso de chuva e falta de grama na margem da pista, uma vez que havia sido plantada recentemente”, pontuou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte.

Segundo o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Marcos Catalano Corrêa, a chuva do dia 21 de novembro foi a maior constatada nos últimos 35 anos na região. “O projeto da obra foi feito dentro das normas técnicas, ou seja, a empresa seguiu as regras. Após o ocorrido, além da equipe técnica da Sinfra e dos Crea, a empresa foi acionada e imediatamente iniciou os trabalhos de recuperação”.

Catalano comentou ainda que o desmate na propriedade privada foi realizado há 30 dias. 

O engenheiro do Crea Andrè Schuring destacou que o solo na região é arenoso, “o que possibilita tais tipos de sinistros como este, mesmo havendo bueiros. Medidas foram tomadas a partir de agora visando evitar novos problemas”.

Ainda de acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Duarte, o relatório feito pela Secretaria e pelo Crea será encaminhado para o Tribunal de Contas de Mato Grosso e para a Sema. “O Estado, através da Sema, irá agora avaliar, inclusive, se o proprietário será responsabilizado ou não pelos danos”.

Rescisão de contrato

As obras da MT-020, entre Chapada dos Guimarães e o Distrito de Água Fria, possui 46 quilômetros no total e são realizadas por duas empresa, onde cada uma ficou responsável por 23 quilômetros.

De acordo com a Sinfra, os 23 quilômetros iniciais das obras não receberam pavimento e com as chuvas diversos atoleiros se formaram. “Iremos cancelar o contrato com essa empresa, que chegou a ser notificada quatro vezes para concluir a obra e não a fez. Só havia serviço de terraplanagem executado. Com a rescisão do contrato iremos fazer a contratação imediata de uma nova empresa classificada na licitação e cobrar prejuízos de responsabilidade da empresa executora que mão fez o seu trabalho”, afirmou Marcelo Duarte.


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