Desvalorizada, soja perde força na balança

Agronegócio

Desvalorizada, soja perde força na balança

As carnes bovinas por outro lado tiveram aumento de 227% e elevaram participação na balança
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As exportações de soja em grãos de janeiro a abril deste ano tiveram retração de 13,70% em relação ao mesmo período de 2004, segundo dados da balança comercial divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.

Nos quatro primeiros meses deste ano foram vendidos ao exterior US$ 54,1 milhões em soja totalizando 236,1 mil toneladas. No ano passado, em igual período, foram US$ 62,7 milhões e 200,7 mil toneladas.

Isso significa que o preço pago pela commodity teve retração de 26,7%, de US$ 312,72, em média, por tonelada no início de 2004 para os atuais US$ 229,44 em média por tonelada.

O produto que tinha participação de 29% no total de exportações, desta vez respondeu por 19,58% ao lado da carne bovina congelada, que teve 19,27% de participação. À espera de melhores preços, produtores estão segurando a soja como podem em Mato Grosso do Sul. Segundo a Granos Corretora de Grãos, até a última terça-feira, 10 de maio, 42% da produção, de 3,8 milhões de toneladas do grão, ainda não estão comprometidos. Dos 58% já comprometidos foram efetivamente comercializados 36%.

No ano passado, por exemplo, quando chegou a US$ 10,50 o produtor recebia R$ 33,60, com o dólar a R$ 3,20. No início desta semana, a US$ 11,50, recebeu R$ 28,00. A isso se soma outro problema: os insumos para o plantio foram comprados quando o dólar estava na maior cotação, o que significa perda de renda ao produtor.

Se por um lado o até então carro-chefe das exportações perde peso, embora continue liderando, de outro a carne bovina, mesmo em um cenário de baixos preços no mercado interno, registrou expressivo aumento de negócios. De uma participação de 7,64% na balança comercial passou a responder por 19,27%, considerando apenas o produto congelado.

São 227% de aumento nas vendas no período de janeiro a abril deste ano comparado com os quatro primeiros meses de 2004, totalizando US$ 53,3 milhões em carnes congeladas. No caso do produto fresco ou refrigerado o aumento de vendas foi de 103%, totalizando US$ 18 milhões.


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