Dia de Campo de multiplicação de manivas mobiliza comunidade quilombola

Agronegócio

Dia de Campo de multiplicação de manivas mobiliza comunidade quilombola

Os objetivos do evento são consolidar informações sobre a cultura da mandioca e estruturar o APL da mandioca no estado do Amapá.
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Agricultores familiares da comunidade quilombola Mel da Pedreira, município de Macapá (AP), foram mobilizados pela Embrapa e Sebrae para participarem de atividades técnicas voltadas a inovações tecnológicas no cultivo da mandioca, neste sábado, 19/11. Como parte da programação haverá palestras e minicurso, pela manhã, e um Dia de Campo no período da tarde sobre “Sistema de multiplicação rápida de manivas”. Os objetivos do evento são consolidar informações sobre a cultura da mandioca e estruturar o Arranjo Produtivo Local (APL) da mandioca no estado do Amapá. Localizada a 30 quilômetros de Macapá, a comunidade é formada por famílias que vivem da agricultura de subsistência e de criações, como galinhas, porcos e búfalos. Um dos produtos de destaque da Mel da Pedreira é a farinha de mandioca. 

A primeira palestra, a ser iniciada às 8h30, tem como tema “Panorama econômico e produtivo da mandioca no Estado do Amapá” e será apresentada pelo pesquisador da Embrapa Amapá, Jorge Segovia. Em seguida, ele também vai proferir palestra intitulada “Principais sistemas de produção da mandioca, pragas e doenças comuns no Estado do Amapá, adubação e suas deficiências”. O minicurso “Sistema de multiplicação rápida de manivas” será conduzido a partir das 10 horas pelo pesquisador Adriano Marini, também responsável pela realização do Dia de Campo abordando o mesmo tema. O técnico do Sebrae, Reginaldo Augusto Caveleiro de Macedo, ressaltou que além desta programação na comunidade Mel da Pedreira, agricultores do Distrito de São Joaquim do Pacuí, município de Macapá, e de comunidades de Mazagão também serão beneficiadas em 2017 com esta programação técnica de interação direta com os produtores de base familiar.

A mandioca está em primeiro lugar entre os produtos agrícolas produzidos no Amapá. Dados do IBGE de 2014 apontam uma produção de 160 mil toneladas, colhidas em uma área de quase 15 mil hectares. Nas regiões Norte e Nordeste, para famílias com renda mensal de menos de um salário mínimo, o consumo de farinha de mandioca representa em torno de 10% das despesas anuais com alimentação, o que confirma a importância desse produto para a população de baixa renda. Esses dados, de acordo com os estudos, justificam a estruturação do APL de Mandiocultura no estado do Amapá, abrangendo os municípios mais produtivos significativamente da raiz e de sua farinha. "A opção estratégica pela atuação em APLs decorre, fundamentalmente, do reconhecimento de que políticas de fomento a empreendimentos individuais, pequenas e médias empresas são mais efetivas quando direcionadas a grupos de empresas e não a empresas individualizadas", defende Adriano Marini. A técnica de multiplicação rápida de manivas consiste na modificação do modo de plantio da maniva, que é o caule da mandioca. Na prática, o agricultor deve cortar a maniva por etapas, sempre replantando a semente para que se multiplique, em vez de enterrar todo o caule-semente no solo.

O resultado é que, se uma planta madura gera cerca de dez manivas-sementes, com as técnicas de multiplicação esse número poderá chegar a 400 mudas. Devido à escassez de manivas no Amapá em quantidade suficiente para atender a demanda dos produtores, acrescido do fato de os métodos de cultivo serem ainda tradicionais – sem uso intensivo de tecnologias – dificultando a obtenção de alta produção de raiz de mandioca em campo, o minicurso e o Dia de Campo se propõem a apresentar técnicas simples e viáveis de serem utilizadas para aumentar a produção de raiz. Como também será uma oportunidade para apresentar aos produtores novas tecnologias desenvolvidas por meio do Projeto Reniva ((Rede de multiplicação e transferência de manivas-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária), liderado pela Mandioca Mandioca e Fruticultura, localizada em Cruz das Almas (BA). 

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