Dia de campo em Dois Lajeados aborda manejo integrado de pragas para a soja

Agronegócio

Dia de campo em Dois Lajeados aborda manejo integrado de pragas para a soja

A atividade foi realizada na propriedade arrendada pelo produtor Tarcísio Zmijevski
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A atividade foi realizada na propriedade arrendada pelo produtor Tarcísio Zmijevski

Com o objetivo de debater assuntos relacionados ao Manejo Integrado de Pragas e Perdas na Colheita (MIP) um grupo de produtores participou na quinta-feira (15/12) de um dia de campo sobre o tema. A atividade - organizada pela Emater/RS-Ascar - foi realizada na propriedade arrendada pelo produtor Tarcísio Zmijevski, na comunidade de Primeiro de Março, em Dois Lajeados. No local, o agricultor possui 7,5 hectares de soja da variedade BMX Ativa plantada. Zmijevski integra o Programa Estadual para monitoramento de pragas, doenças e plantas daninhas, sendo a sua área cultivada uma unidade de referência tecnológica (URT) em manejo de soja.

O dia de campo contou com três estações. Na primeira delas, os produtores puderam conhecer mais sobre a importância da cobertura do solo e da rotação de culturas para a preservação de nutrientes. Condição que evita a compactação, mantendo o solo vivo e garantindo a absorção da água. Na segunda, foram apresentadas alternativas para o manejo integrado de pragas doenças e plantas daninhas da soja. "Um sistema simples que, se for bem aplicado, pode representar uma redução de cerca de 60% nas aplicações de inseticidas na lavoura", observa o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Fábio Baleirini.

Por fim, os produtores conferiram as tecnologias adequadas para a correta aplicação de fungicidas, herbicidas, inseticidas e outros insumos. A atividade integra um programa continuado, que tem sido realizado em todo o Estado desde o ano de 2013. Nesse sentido, o MIP se constitui em uma boa prática agrícola, sendo estratégica a promoção e a utilização mais racional dos defensivos, com a intenção de reduzir os custos de produção e diminuir as contaminações não apenas do meio ambiente, mas também dos próprios agricultores. Na região, além de Dois Lajeados, os municípios de Teutônia e Roca Sales possuem URTs.

O assistente técnico regional na área de Culturas da Emater/RS-Ascar, Alano Tonin, reforça que o objetivo do programa não é abolir o uso de agroquímicos e sim promover o manejo adequado e eficiente das aplicações, para que os agricultores não sejam penalizados. "Em lavouras monitoradas e com acompanhamento técnico percebe-se uma boa redução no volume de uso", destaca. Outros aspectos como a regulagem das colhedoras também podem contribuir para a redução considerável das perdas. "O tolerável de perdas na soja é um saco por hectare, sendo esse número, em muitos casos, quatro vezes maior", enfatiza.

Para o produtor Diego Treméa, da localidade de Mattei, os conhecimentos adquiridos em uma atividade como esta são importantes. "Muitas vezes a gente faz o manejo meio "no olho", o que não é o certo", concorda. Para Treméa, que possui 14 hectares de soja plantados, o aprendizado e a troca de experiências acabam ficando muitas vezes em segundo plano para os produtores. "Muitas vezes tudo o que fazemos é trabalhar, sem sequer refletir a respeito daquilo que estamos fazendo", constata, lembrando o fato de, na atualidade, existirem muitos vendedores com pacotes prontos, interessados apenas em "empurrá-los" para o produtor. "É preciso filtrar, ter critério, se informar", completa.

O anfitrião do dia se diz satisfeito com o monitoramento, realizado desde o ano passado, e que começa a apresentar os primeiros resultados. "É o tipo de programa que nos permite perceber onde estamos procedendo de maneira incorreta, com vistas a qualificar o manejo", analisa. "Nesse sentido, é importante que o agricultor tenha consciência de que a responsabilidade pela propriedade é apenas sua", lembra Balerini. Assim, o agrônomo ressalta que a ideia do programa é sair do "pacote pronto". "É ser eficiente e aplicar aquilo que é realmente necessário, com critério e observando a dose correta de acordo com a área", finaliza.

O MIP é considerado uma boa prática agrícola, sendo a estratégia do Estado a promoção e a utilização mais racional de defensivo, para reduzir os custos de produção, a contaminação ambiental e também dos agricultores.
Nos locais em que está sendo empregado, o monitoramento constitui-se em inspeções semanais para verificar o número e o tamanho das pragas existentes na lavoura, a incidência e severidade de doenças e a ocorrência de plantas daninhas, relacionando-as aos danos ocasionados com cada estágio de desenvolvimento da cultura. Todas as atividades do dia foram ministradas por técnicos da Emater/RS-Ascar.


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