Diferentes opções de turismo rural na região são divulgadas

EXPOAGRO

Diferentes opções de turismo rural na região são divulgadas

Opções de turismo rural na região do Vale do Rio Pardo que estão sendo divulgadas no Espaço Casa da Emater/RS-Ascar, na Expoagro Afubra
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O Sítio Buraco Fundo, em Vale Verde, e a Casa dos Morangos, em Passo do Sobrado, são duas opções de turismo rural na região do Vale do Rio Pardo que estão sendo divulgadas no Espaço Casa da Emater/RS-Ascar, na Expoagro Afubra, em Rincão Del Rey. Conforme a supervisora do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Marinês Bock, além de divulgar os empreendimentos que trabalham com turismo rural, a intenção é mostrar o que a Extensão Rural e Social pode fazer para auxiliá-los. Tanto a Casa dos Morangos, quanto o Sítio recebem assistência da Emater/RS-Ascar na produção agrícola. 

Um lugar para não fazer nada. Essa é a proposta do Sítio Buraco Fundo, no interior de Vale Verde: descansar, relaxar, contemplar a natureza e esquecer da rotina atribulada. No local, celular não funciona e crianças não são permitidas. Conforme a proprietária, Paula Kist, todas as refeições servidas pela família são elaboradas com alimentos cultivados sem o uso de agrotóxicos na propriedade ou adquiridos de agricultores da região. ?É uma comida caseira, feita em fogão a lenha?, diz. Os hóspedes podem ficar em bangalôs ou quartos, compartilhando a casa com a família. Também é oferecido serviço de massoterapia e trilhas. Paula conta que, como trabalhou com hotelaria na cidade, percebeu o potencial do sítio para o turismo e hoje a família vive exclusivamente do turismo rural. 

Com uma pequena bancada de cultivo de morango semi-hidropônico exposta no local, o produtor José Eloir Azeredo, mais conhecido como ?Dunga?, chama a atenção dos visitantes. Ele e a esposa Silvia cultivam cerca de 15 mil mudas de morangueiro, no interior de Passo do Sobrado. A produção, que acontece durante o ano inteiro, é toda vendida diretamente ao consumidor, no sistema ?colha e pague? ou através de entregas, o que permite agregar mais valor à produção. ?O pessoal gosta bastante?, ressalta. 

Azeredo conta que era produtor de fumo, tendo iniciado o cultivo de morango há oito anos, cinco no sistema semi-hidropônico, que facilita o trabalho e possibilita uma produção livre de agrotóxicos, porém, com uso de adubação química. Azeredo se diz satisfeito com a atividade, que deu certo e vem crescendo. ?Foi uma boa troca por causa do agrotóxico do fumo, a gente não podia mais. Acho que até trabalhamos mais com o morango, mas é um trabalho mais limpo. Nós começamos o cultivo aos poucos e continuamos ampliando, pretendemos chegar em 20 mil mudas esse ano?, afirmou o produtor.

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