Dispara participação das mulheres no Programa de Aquisição de Alimentos
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Agronegócio

Dispara participação das mulheres no Programa de Aquisição de Alimentos

Crescimento foi de 240%
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O envolvimento das mulheres nas políticas públicas de promoção ao desenvolvimento do meio rural está cada vez maior. Apenas nos últimos três anos, a presença feminina no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) passou de 11,5 mil em 2009 para 39,3 no ano passado, representando um crescimento de 240%. É o que revela balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
A importância feminina no Programa também pode ser percebida pelo volume de recursos recebidos. Diferentemente dos diversos setores produtivos, onde a mulher recebe menos que os homens, no PAA a remuneração feminina é superior. Na modalidade de Doação Simultânea as mulheres recebem em média R$ 4.211, enquanto que a média geral do programa em todo o país é de R$ 4.152.

Esse aumento tem gerado grandes benefícios econômicos e sociais para as famílias brasileiras no meio rural. “Em geral, os trabalhos executados pelas cooperativas chefiadas por mulheres demonstram uma maior preocupação com quem recebe o benefício. Sem mencionar que, em geral, a prioridade feminina ao ter uma autonomia econômica é investir na própria família, seja na melhoria das condições da casa ou no estudo do filho”, relata a superintendente de Suporte à Agricultura Familiar, Kelma Christina Melo dos Santos Cruz.

O balanço da Conab aponta, ainda, que o número de projetos exclusivamente femininos também cresceu cerca de 30%. Se em 2010 apenas 347 mulheres desenvolviam 20 propostas contempladas no PAA, em 2012 esse número saltou para 572, resultando em 26 iniciativas.

Desafios

Apesar do crescimento apresentado nos últimos anos, a participação feminina no PAA não chega à metade dos contemplados. Em média, as mulheres representam 34% dos beneficiados. Entre os quilombolas a situação não segue a tendência nacional. Nesse grupo, as mulheres são mais ativas no Programa, com participação que chega a 57%.

Para alterar este cenário e garantir ainda maior participação das trabalhadoras rurais nos projetos que estimulam o desenvolvimento da agricultura familiar, o governo federal tornou obrigatória a participação de pelo menos 40% de mulheres em cada iniciativa da modalidade de Compra da Agricultura Familiar com Doação Simultânea. Para a modalidade Formação de Estoques pela Agricultura Familiar, a cota mínima exigida é de 30%.

“A medida visa promover a elevação da autonomia econômica delas. Assim, tem-se o reconhecimento do trabalho e da produção das mulheres na economia rural e a promoção do seu acesso a políticas públicas, com igualdade entre homens e mulheres, respeitando a diversidade cultural e regional”, ressalta a superintendente.

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