Diversidade pantaneira é destaque em Festival América do Sul

Agronegócio

Diversidade pantaneira é destaque em Festival América do Sul

A unidade de pesquisa levou ao evento algumas de suas publicações, livros e promoveu uma degustação especial de méis pantaneiros
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Quem passou pelo stand da Embrapa Pantanal na Tenda Pantanal Criativo, exposta durante a edição 2016 do Festival América do Sul Pantanal, teve que encontrar seu espaço em meio aos 10 mil visitantes registrados no local durante os dias 12 e 13 deste mês. A unidade de pesquisa levou ao evento algumas de suas publicações, livros e promoveu uma degustação especial de méis pantaneiros. Na noite do dia 14 também foi oferecida uma oficina gratuita de reaproveitamento de materiais recicláveis, em que garrafas de vidro foram decoradas com areia tratada.

"A Embrapa Pantanal acredita que a consciência da sustentabilidade vai além do ambiente rural. Para sermos plenos na agricultura e pecuária sustentáveis, nossas soluções precisam estar presentes no dia a dia das pessoas. Uma ação como essa permite que elas conheçam os processos envolvidos nos alimentos e produtos que consomem, por exemplo", diz o chefe geral Jorge Lara. Para realizar essas atividades, a unidade contou com a mobilização das equipes do Setor de Gestão de Transferência de Tecnologia (SGTT), Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO), de funcionários como o pesquisador Vanderlei dos Reis e o assistente de pesquisa Sebastião Barbosa.

Para a supervisora do setor de Transferência de Tecnologia, Sandra Mara Crispim, a participação no evento ajuda a fazer com que as pessoas se familiarizem com a atuação da unidade. "O trabalho da Embrapa Pantanal recebeu elogios e nós pudemos responder a várias perguntas. Foi muito gratificante por isso: pela interação que tivemos com o público e pela possibilidade de executar a nossa missão junto à comunidade".

Atividades

Sebastião Barbosa ministrou a oficina de reaproveitamento de materiais recicláveis. "Minha intenção foi reutilizar aquela garrafa que demora a se decompor quando é jogada no lixo, despoluindo e aproveitando o material", afirma. "Depois de lavar a garrafa, nós tratamos e limpamos areia de reboco. Tingimos essa areia com corantes e deixamos tudo secar. Aí, é só decorar de acordo com a preferência do artesão, escolhendo as cores e a quantidade de areia". Segundo Sandra Mara, até outros expositores da Tenda participaram: "muita gente ficou curiosa para aprender", diz.

Já a degustação levou aos visitantes o sabor de dois méis pantaneiros, um claro e um escuro. "O escuro é mais encorpado, rico em minerais, com um gosto mais proeminente. O claro é suave, mais leve", diz Vanderlei. "O escuro tinha uma florada predominante de árvores como tarumã. Já a florada do mel claro tinha predominância de plantas herbáceas, como margaridas e outras rasteiras que florem mais no verão". Para o pesquisador, a produção apícola variada é um dos diferenciais do Pantanal. "No mesmo espaço físico, em diferentes intervalos de tempo, com a grande biodiversidade de flores, de clima e a interação entre fatores bióticos e abióticos, podemos produzir vários tipos de méis".

O pesquisador conta que o público se surpreendeu com a degustação – alguns pensaram que o mel escuro era, na verdade, melado. "Centenas demonstraram interesse em adquirir os dois méis. Embora a Embrapa Pantanal não os comercialize, é importante sensibilizar o consumidor para essa diversidade", afirma. "Várias pessoas disseram ter acesso às publicações da unidade, falaram que já as tinham procurado anteriormente ou contaram que se interessaram pelo tema ao ver a chamada sobre o tema na TV. É mais uma forma de mostrar a aptidão pantaneira para a produção de méis diferenciados".

Para Jorge Lara, a complexidade do bioma exige abordagens plurais por parte da pesquisa. "Os esforços para contribuir com a produção pecuária pantaneira sempre serão importantes para a Embrapa, mas nossa unidade também está focada em trazer soluções para o uso multifuncional das propriedades rurais – investigando assuntos como as práticas agroecológicas de plantio e a conservação de recursos genéticos (o núcleo do cavalo Pantaneiro é um exemplo desse trabalho). Ações como essas visam contribuir com informações que possam, entre outros objetivos, fundamentar políticas públicas de abrangência regional ou federal", diz. "Além disso, os grandes eventos da nossa região devem ser prestigiados. Fortalecendo nossa agenda cultural, promovemos a inclusão social da nossa população".


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