Do tabaco para a panificação

Agronegócio

Do tabaco para a panificação

Alguns cases de sucesso apontam que a diversificação é o melhor caminho para diminuir a dependência das famílias em relação à indústria
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Alguns cases de sucesso apontam que a diversificação é o melhor caminho para diminuir a dependência das famílias em relação à indústria. A produtora rural Joceli Rechi Neves, de Guamiranga, Centro-Sul do Paraná, mostra que é possível tal transformação. Ela viu o pai e o marido por muitos anos apostarem na cultura do tabaco e sempre auxiliou na atividade. A rotina dela era dividida entre a lavoura e o trabalho num restaurante no período noturno.
Em 2012, seu marido Gildo sofreu um acidente com o trator na propriedade e eles não conseguiram cumprir o contrato com a fumageira que eram integrados. Foram cortados da empresa e isso fez com que eles olhassem com carinho para outras atividades. O objetivo era depender cada vez menos do tabaco. Está dando certo: nos últimos três anos a área da família de Joceli reduziu de 120 mil para 60 mil pés de tabaco. A nova aposta veio da panificação.
O primeiro passo foi fechar o contrato com uma empresa menos rigorosa no que diz respeito a entrega da produção. "Em 2012, tínhamos que entregar 25 toneladas de tabaco e conseguimos cumprir com 13 toneladas. Hoje estamos numa empresa que exige menos e, há dois anos, conseguimos crédito para colocar nossa agroindústria para funcionar".
Um transição que deu muito certo. Com a produção de pães, cucas, bolachas, bolos, entre outros quitutes, ela já conseguiu um faturamento bruto de R$ 10 mil mensais, inclusive agora inserida nos programas para fornecimento da merenda escolar da cidade. "Como investimos muito na cultura do tabaco, ainda temos financiamentos para pagar, como de estufa e maquinários. Por isso ainda não saímos completamente da atividade. Hoje o tabaco não rende tanto como no passado e, como estou desde meus dez anos trabalhando na atividade, passava mal, vomitava... Meu marido mesmo está com problemas na coluna".
A expectativa da família é que em dois anos saiam completamente da atividade. "Tenho uma filha com 13 anos e quero que ela conheça outros meios de ganhar dinheiro".


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