Do trauma à paixão pelos cavalos

Agronegócio

Do trauma à paixão pelos cavalos

O bom momento da indústria do cavalo
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O bom momento da indústria do cavalo, sem dúvida, está ligada a atração de novos usuários, muitos deles com atividades urbanas na rotina diária. Quem adquire um animal e não possui área própria para deixá-lo precisa encontrar um haras, escola de equitação ou condomínio com baia para tratar do animal. Apesar do trabalho diário e despesas diversas, o que se vê é uma relação de cumplicidade e amor que fazem com que o investimento compense.

O dentista Gilvan do Amaral Gomes tinha tudo para ter medo e aversão aos cavalos. Nascido e criado em Londrina, aos três anos seu pai foi "tocar" uma égua que estava no meio do caminho, quando ele tomou um coice no rosto e quase morreu. Por muito tempo, ficou longe dos animais, até que na década de 1990 levou o filho para dar um passeio a cavalo e foi Gilvan que acabou se apaixonando pela atividade. "Um dos meus filhos na adolescência estava passando por alguns problemas na escola e achei que os cavalos poderiam ajudar. Um amigo preparou animais para cavalgarmos, minha adrenalina subiu devido ao trauma da infância, mas não tive coragem de dizer não. Depois disso, nunca mais deixei os cavalos".

Gilvan primeiramente adquiriu duas éguas e fez um curso de um ano – todos os sábados – de como preparar o cavalo e fazer os manejos sanitários, alimentares, fazer o casco, entre outros. Depois, partiu para um curso com Eduardo Borba, do Projeto Doma, em Capivari, que trata da relação homem-cavalo com sensibilidade, discernimento e uma educação equestre diferenciada. "Hoje possuo dois garanhões Mangalarga, o Apolo, de cinco anos, e o Nikicha, de 13 anos, que é minha grande paixão. Não consigo mais me imaginar sem eles. Uma relação de conhecimento e respeito que temos um pelo outro. Nunca dei um tapa ou humilhei meus cavalos, é uma relação muito bem construída, direcionada pela doma racional".
Os dois animais do dentista ficam na Estância Cabral, um condomínio de chácaras localizado em Cambé que possui baias. Os cavaleiros rateiam um tratador, que cuida dos animais de segunda a sábado, já que muitos não conseguem se dedicar ao manejo durante a semana. "Vou apenas quando tenho folga na agenda. Já nos fins de semana, estou religiosamente com eles".

Em relação aos gastos financeiros, o custo com o tratador rateado na Cabral fica em R$ 275 por cavalo, sem contar a alimentação. Cada animal do dentista consome um fardo de feno por dia e quatro sacos de 30 quilos de ração por mês. Ou seja, ele investe cerca de R$ 500 com cada garanhão mensalmente. "Abdico de bons restaurantes, da vida social, roupas de marca pelo prazer que tenho em estar com eles. Tenho quatro filhos e apenas um deles herdou essa paixão. Mas meus cinco netos gostam bastante".

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