Doces Águas de Minas: Trunfo para Piscicultura

Agronegócio

Doces Águas de Minas: Trunfo para Piscicultura

Ações da Seapa incrementam produção em Minas
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Ações da Seapa incrementam produção em Minas

 

O Brasil é um país privilegiado por possuir aproximadamente 8% da água doce disponível no planeta, 8,4 mil km de litoral e 5,5 milhões de hectares de reservatórios de águas doces. Fatos que o elege como uma das principais potências para o desenvolvimento da piscicultura.

Minas Gerais é um Estado favorecido por sua hidrografia. Conta com importantes bacias hidrográficas, o que o projeta no cenário nacional das águas. É considerado por muitos como a caixa d'água do Brasil, por possuir 8,3% de rios e lagos naturais e artificiais e 17 bacias hidrográficas federais, que banham quase 67% do território mineiro, e mais de 10 mil cursos d'água. Por esses motivos destaca-se como uma das unidades federativas de maior potencial para o desenvolvimento da aquacultura.

Com a intensa interligação nas relações comerciais, econômicas, políticas, sociais e culturais entre países, a produção agropecuária é desafiada à competitividade internacional, sendo impulsionada a buscar alternativas para viabilizar econômica e socialmente as propriedades rurais. Neste contexto, a produção econômica de organismos aquáticos (aquacultura) pode ser muito importante no desenvolvimento social e econômico, possibilitando o aproveitamento efetivo dos recursos naturais, principalmente hídricos, como também a criação de postos de trabalho assalariados. Segundo a FAO, a atividade é o setor produtor de alimentos que mais cresce no mundo. E, em Minas, vive um momento inquestionável de expansão, transformação e consolidação.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2016), todas as 27 Unidades da Federação apresentaram informações sobre algum dos produtos da aquacultura. Minas Gerais aparece em 8o no ranking nacional com uma produção aproximada de 22.18 mil toneladas, movimentando R$ 159.351,42 milhões. A espécie mais produzida é tilápia, contribuindo com 92,71% (20.6 mil toneladas).

Em relação à piscicultura ornamental nacional, o destaque fica com a Zona da Mata Mineira, com a oferta de 65% da produção de ornamentais de água doce. Estima-se o envolvimento de aproximadamente 200 famílias, em sua maioria pequenos produtores, que fazem dessa atividade (Piscicultura Ornamental) sua principal ou única fonte de renda.

A maioria dos aquacultores brasileiros ainda luta com a baixa produtividade de sua criação, em decorrência da falta de informações técnicas e dificuldades gerenciais da cadeia produtiva, que refletem instalações deficientes e manejos inadequados. Aqueles que buscam a atividade como fonte de renda, devem superar alguns pontos como: amadorismo, falta de associativismo, redução de custos e regularização do empreendimento junto aos órgãos responsáveis para legalização ambiental e outorga do direito de uso da água.

Entretanto, a falta de planejamento é um dos principais entraves para consolidação da atividade. Não bastam apenas as ideias, a criação e a concepção de novas formas de produzir riqueza, é preciso planejamento, controle e análise para conseguir de fato alcançar a concretização da ideia. Nos tempos atuais o planejamento torna-se imprescindível para que os empreendimentos possam manter uma posição de competitividade em qualquer ambiente, pois possibilita a análise do mesmo favorecendo a criação de uma visão sobre as oportunidades e ameaças, bem como a percepção de pontos fortes e fracos.

Através de uma análise crítica e elaborada de um planejamento estratégico conciso, os empreendimentos aquícolas, independentemente dos seus portes, poderão utilizar seus recursos e habilidades para enfrentar ameaças e explorar oportunidades para sobreviver no mercado cada vez mais competitivo.

Não há dúvida que Minas Gerais está cada vez mais, preparada para despontar na produção aquícola brasileira. A atividade já se destaca dentro das competências da SEAPA como uma das atividades prioritárias. Dentre as ações destacam-se: treinamentos para extensionistas da Emater, exposições aquícolas com as principais espécies produzidas no Estado, eventos para incentivo ao consumo de pescado (cozinhas gourmet/Semana do Peixe), palestras para as escolas participantes do projeto sanitaristas mirins, além dos esforços para viabilizar o licenciamento aquícola junto com o SISEMA e para criação do Programa de Desenvolvimento da Aquacultura no Estado de Minas Gerais – ProPeixe. Alcançamos algumas conquistas, dentre elas a publicação da Resolução Conjunta SEMAD/IEF nº 2394, que dispõe sobre cadastro e registro para as pessoas físicas e jurídicas que exerçam a atividade de aquicultura no Estado de Minas Gerais.

 


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