Doença de cavalo erradicada há 20 anos volta a SP
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Agronegócio

Doença de cavalo erradicada há 20 anos volta a SP

Cavalo que veio do Nordeste para competição morreu no ABC de mormo e todos eqüinos devem passar por exames
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O instrutor rio-pretense Daniel Gobbo não pôde participar de vários campeonatos de hipismo no mês passado e início de outubro devido a morte de um cavalo com mormo. O mormo, da bactéria burkholderia mallei, está erradicada no Estado de São Paulo há mais de 20 anos, e foi confirmada em São Bernardo do Campo, no início de setembro, num cavalo que veio do Nordeste e acabou morrendo na cidade do ABC. Após a morte do cavalo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo emitiu uma resolução informando sobre a necessidade da realização de exames em todos os eqüinos do Estado de São Paulo.

"Não participamos do Brasileiro de Amazonas, das etapas da Copa Manuel Leão e das etapas do Paulista, em Ribeirão Preto e Rio Preto. Desde o mês passado estamos sem competir", afirma Gobbo, da Hípica Vila Real, primeira colocada no ranking das associações na Federação Paulista de Hipismo.

Segundo o comunicado foi determinado que todos os animais fizessem o exame para diagnosticar a possível existência do mormo e ainda a proibição de entrada de animais de outros estados em São Paulo. Gobbo acredita que a morte do animal e confirmação da existência do mormo, em São Bernardo, vai prejudicar a 47ª Exposição Agropecuária de Rio Preto, que acontece de 9 a 19 de outubro.

"Muitas pessoas não vão levar os eqüinos e mulas. É, sem dúvida, prejudicial para as competições. Vai diminuir o número de animais e é ruim para nós que vivemos disso", lamenta ele, que também é veterinário.

Está programada para os dias 15 a 19 deste mês uma das maiores competições de hipismo do País, o Agromen, em Orlândia. Gobbo ainda estuda a participação dos integrantes da Vila Real. "Vamos conversar com os amigos de outras hípicas e com a Federação para saber dos riscos. A doença estava erradicada há muito tempo, mas esse caso pegou todos de surpresa. Imagina só perder um animal de competição", diz ele.

O mormo

Mormo é uma doença infecciosa que ataca eqüinos e tem uma alta taxa de mortalidade. O agente da doença penetra por via digestiva, respiratória, genital ou cutânea, sendo esta última só por alguma lesão. Quando penetra no organismo, em geral, o germe cai na circulação sangüínea e depois alcança os órgãos, principalmente os pulmões e o fígado.


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