Dólar cai e sustenta soja e milho em Chicago

Agronegócio

Dólar cai e sustenta soja e milho em Chicago

Commodities: Relatório de oferta e demanda publicado pelo USDA também ajuda a sustentar cotação de ambos
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A desvalorização do dólar em relação a moedas como euro e iene e a expectativa de "aperto" na oferta americana para exportações voltaram a impulsionar as cotações da soja na quinta-feira na bolsa de Chicago, com reflexos "altistas" também nos preços do milho.

No mercado de soja, os contratos futuros com vencimento em agosto (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez), encerraram a sessão negociados a US$ 11,8550 por bushel, ganho de 10,25 centavos de dólar sobre quarta-feira.

Com o novo salto, os papéis passaram a acumular altas de 3,22% neste mês e de 20,97% em 2009, segundo cálculos do Valor Data. Nos últimos doze meses, a segunda posição ainda apresenta uma retração de 21,97%.

Os ecos da redução da estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para os estoques americanos nas safras 2008/09 e 2009/10 (em fase de plantio no país) também ajudaram a sustentar as cotações.

"Foi o grande destaque do relatório [do USDA] divulgado na quarta-feira", afirmou Renato Sayeg, da Tetras Corretora. Também chamou a atenção do analista a manutenção da previsão do USDA de queda das importações chinesas do grão em 2009/10.

De carona com a soja, os contratos do milho com vencimento em setembro (segunda posição) fecharam a US$ 4,50 por bushel, alta de 5,25 centavos de dólar. Segundo o Valor Data, em junho passou a haver valorização acumulada de 0,84%, e em 2009, de 7,72%. Em doze meses, há baixa de 37,22%.

Ainda que tenha contemplado um ajuste para baixo na estimativa para os estoques finais do grão em 2009/10, o relatório de quarta-feira do USDA foi considerado apenas levemente positivo para os preços. No caso do trigo, que completa o trio de commodities agrícolas mais negociadas no mundo, os novos números do departamento já eram aguardados pelos analistas, segundo a Bloomberg.

Eles disseram que os estoques globais parecem confortáveis, o que voltou a pressionar as cotações na quinta-feira apesar da deterioração da moeda americana. Em Chicago, os contratos para setembro (segunda posição), recuaram 1,25 centavo de dólar, para US$ 6,2325 por bushel. Com esse quadro, há baixas de 6,1% neste mês, de 0,04% em 2009 e de 29,62% nos últimos 12 meses.


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