DuPont investe no tratamento de sementes
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Agronegócio

DuPont investe no tratamento de sementes

Empresa apresenta inseticida para soja e algodão
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Empresa ingressa no mercado com o lançamento de inseticida para soja e algodão voltado ao combate da Helicoverpa

A multinacional DuPont tem no ramo de tratamento de sementes uma de suas principais apostas para os próximos anos no Brasil. Na sexta-feira passada, em Paulínia, no interior de São Paulo, a empresa lançou, no mercado brasileiro, o inseticida Dermacor, fazendo a sua estreia no segmento. Em um primeiro momento, o agroquímico está disponível para soja e algodão. Até o início de 2015, também deve haver uma versão voltada ao cultivo de milho. Com a iniciativa, a companhia espera abocanhar uma parcela significativa de um nicho que movimenta cerca de US$ 800 milhões no País.

O diretor de marketing da DuPont, Marcelo Okamura, lembra que apenas o mercado de defensivos voltados ao tratamento de sementes de soja movimentou US$ 491 milhões no Brasil em 2013. O Rio Grande do Sul é o terceiro principal consumidor de produtos do gênero, representando 13% da demanda. O Estado perde apenas para Paraná, que detém 17% de participação, e Mato Grosso, com 33%.

Hoje, a Monsanto é a principal líder em vendas nessa área em solo brasileiro. Apesar de não revelar detalhes sobre as metas de vendas da DuPont, Okamura garante que os objetivos são ambiciosos. "Esse é um mercado novo para nós, mas temos potencial para estarmos entre os líderes de vendas", aponta o executivo. O Dermacor é produzido nos Estados Unidos, onde já é utilizado há dois anos. O produto teve aprovado um registro emergencial no Brasil no fim de 2013. A partir de agora, o inseticida fica disponível para os agricultores.

A nova tecnologia é voltada principalmente ao combate da lagarta Helicoverpa, que trouxe prejuízo significativo para muitos produtores em safras passadas. Depois que as sementes tratadas são plantadas, há um processo de solubilização do ingrediente ativo através da água do solo. Com isso, a raiz começa a absorver o inseticida e o desloca até a parte aérea da planta. O produto também poderá auxiliar no combate a outras pragas, como elasmo, coró, lagarta-militar, lagarta-rosca, lagarta-das-maças, lagarta-falsa medideira e lagarta-da-soja. No entanto, para tratar essas espécies, o inseticida ainda aguarda um registro definitivo.

Antes de ir ao mercado, o agroquímico foi testado em cerca de 400 campos experimentais. Nesse sentido, Okamura garante que a aplicação ocorre em doses pequenas, com baixa toxicidade a aves, peixes e mamíferos. Essa é apenas a primeira aposta da companhia em relação ao tratamento de sementes. "Parte dos nossos programas de desenvolvimento estão trabalhando nessa área. Temos projetos para ampliar a linha de produtos nesse segmento", aponta.

A atenção dada à criação de soluções para a agricultura tem crescido globalmente na companhia. O segmento foi responsável por gerar US$ 11,7 bilhões dos US$ 36 bilhões de faturamento da marca em todo o mundo em 2013. Na América Latina, as vendas totais atingiram US$ 4,8 bilhões, sendo o Brasil o motor. O País rendeu US$ 2,6 bilhões à multinacional no ano passado.

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