Efeito da IA nas exportações de carne de frango dos EUA

Agronegócio

Efeito da IA nas exportações de carne de frango dos EUA

De acordo com os dados do USDA, as exportações de carne de frango dos EUA tendem a fechar com um volume anual superior a 3 milhões de toneladas
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De acordo com os dados mensais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), depois de atingirem seu menor volume em junho último (base: volumes acumulados em 12 meses), as exportações de carne de frango dos EUA voltaram a reagir e agora tendem a fechar o presente exercício com um volume anual ligeiramente superior a 3 milhões de toneladas.

Se esse desempenho se confirmar, o resultado será um volume mais de 5% superior ao registrado em 2015, ano em que os embarques norte-americanos recuaram mais de 13%, não indo muito além de 2,867 milhões de toneladas. 

Porém, mesmo atingindo esse volume, o resultado de 2016 continuará quase 10% aquém do recorde de 2013 (perto de 3,332 milhões de toneladas) e permanecerá como o segundo menor volume dos últimos nove anos, ou seja, desde 2008.

Nunca será demais lembrar que essa queda é devida, quase exclusivamente, à ocorrência de inúmeros surtos de Influenza Aviária (IA) em território norte-americano entre o final de 2014 e meados de 2015, quando a doença foi considerada sob controle.

O que chama a atenção, neste caso, é que o problema sanitário ficou restrito às áreas de postura e de perus, isto é, não afetou a criação de frangos. No entanto, o mercado externo reagiu como se toda a avicultura dos EUA tivesse sido diretamente afetada pela doença. E o efeito foi uma significativa redução das importações.

De toda forma é oportuno observar que, antes mesmo da detecção dos primeiros casos da doença (em dezembro de 2014), as exportações de carne de frango dos EUA já davam sinais de retrocesso – fato comprovável pela tabela abaixo.

Tal retrocesso é reflexo do fechamento do mercado russo à carne de frango norte-americana em represália às sanções impostas à Rússia (não só pelos EUA) após a invasão e anexação de território ucraniano. Com ele, a indústria avícola norte-americana perdeu seu principal importador – aquele que, há quase 10 anos, absorveu quase um terço das exportações de frango dos EUA.

Esse episódio vem à tona porque, com o demonstrado apreço de Trump por Putin e vice-versa, o mercado russo pode, novamente, reabrir-se aos norte-americanos. Independente disso, as exportações de carne de frango dos EUA tende a um crescimento contínuo e o próprio USDA prevê, para 2017, um novo incremento de, pelo menos, 5%. 


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