Efeitos da crise mundial no agronegócio poderão ocorrer na safra de 2009, diz especialista da USP
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Agronegócio

Efeitos da crise mundial no agronegócio poderão ocorrer na safra de 2009, diz especialista da USP

O agricultor brasileiro que fez investimentos em 2008, vai sentir o “baque”, sobretudo, nos preços das commodities
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Os efeitos da crise financeira mundial na atividade do agronegócio brasileiro serão sentidos em 2009. O alerta é do coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo(USP), o economista Geraldo Barros. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele ressaltou que caso o governo não tome as medidas necessárias, o agricultor brasileiro que fez investimentos em 2008, por conta do cenário positivo do primeiro semestre, vai sentir o “baque”, sobretudo, nos preços das commodities.

“Este ano, tivemos uma safra importante, com um saldo significativo, e vamos sentir mais os efeitos nos preços das nossas matérias primas, que estão caindo. O faturamento vai ficar prejudicado em relação às expectativas que tínhamos de crescimento próximo a 10%. Infelizmente, essa crise pode frustrar as expectativas”, disse o economista.

Para Geraldo Barros, o “fantasma da crise mundial” tem se mostrado presente no país. “Na hora de vender, os preços vão estar deteriorados. O mercado vai estar com um grande volume de produção e sem uma capacidade de escoamento em recursos para adquirir essa safra e movimentá-la. O risco é ter uma grande quantidade de produção a preços baixos e o produtor tendo que se desfazer dela logo na boca da safra, sem condições de armazenar e negociando devagar a sua safra”, afirmou Barros.

O economista da USP, acha, entretanto, que a situação pode ser encarada como “fazer do limão uma limonada”, uma vez que o Brasil possui terra, minérios, petróleo e água a seu favor. Para Barros o Brasil possui “todas as bases” para se tornar líder assim que a crise for superada.

“O que nós temos que fazer é administrar bem esse processo aqui, dar uma arrumada na casa, tornar o nosso governo mais capaz de investir – o que é nossa limitação: investimentos em infra-estrutura, logística e energia – para prepararmos o terreno, usarmos com sabedoria os recursos naturais que temos e ocuparmos o papel de liderança mundial que temos pela frente.”

A curto prazo, segundo Barros, o consumidor brasileiro vai ser beneficiado pela queda dos preços das commodities.


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