El Niño favoreceu lavoura de arroz
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Agronegócio

El Niño favoreceu lavoura de arroz

O clima está favorecendo a cultura do arroz no Sul e do Centro-Oeste
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O clima está favorecendo a cultura do arroz no Sul e do Centro-Oeste. O estado vegetativo das lavouras, em relação ao ano passado, está mais adiantado. Relatório divulgado pela Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) mostra que 3% da área cultivada no Rio Grande do Sul já foi colhida para uma média histórica de 1% nas últimas quatro safras. Segundo a instituição, as altas temperaturas e a disponibilidade de água ajudaram a cultura em todas as fases - na floração, por exemplo, há uma diferença de 12 pontos percentuais em relação à média. "A expectativa é de uma boa safra", diz Tiago Barata, analista da Safras & Mercado.

No Centro-Oeste, de acordo com Barata, o clima favoreceu a qualidade e a produtividade do cereal, mas atualmente as chuvas atrapalham a colheita. Segundo o meteorologista da ClimaTempo, André Madeira, as precipitações foram na média ou acima da média no Rio Grande do Sul - maior produtor nacional de arroz - diferente de safras anteriores. "De uma forma geral, os resultados estavam dentro do previsto para o El Niño, que está atuando sobre o clima na região", afirma Madeira. Em anos do fenômeno, as precipitações são mais elevadas no Sul do País. Em Mato Grosso - segundo maior produtor nacional do cereal - durante todo o desenvolvimento da lavoura as chuvas estiveram na média ou acima dela, de acordo com os dados da ClimaTempo. No entanto, nos dois estados, segundo Madeira, as precipitações podem aumentar durante a colheita - estão previstas chuvas acima da média a partir do dia 15 em Mato Grosso e no início de março no Rio Grande do Sul, época da colheita naquele estado.

Antes do avanço da colheita no Sul do País, os preços do grão já estão em queda. Em Pelotas (RS), o cereal é comercializado a R$ 18,75 a saca (50 quilos), enquanto em Sinop (MT) sai a R$ 22,50 (de 60 quilos). Em janeiro o recuo foi de 12,5% e 9,9%, respectivamente, nos dois estados.


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