Em abertura de Simpósio, solos arenosos destacam-se como fronteira agrícola

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Em abertura de Simpósio, solos arenosos destacam-se como fronteira agrícola

O público participou de mesas-redondas e palestras e é formado por pesquisadores, técnicos, acadêmicos, produtores e autoridades
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Com o tema “Intensificação agropecuária sustentável em solos arenosos”, teve início hoje (7) no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande (MS), a terceira edição do Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos. O público, ao redor de 250 pessoas, participou de mesas-redondas e palestras e é formado por pesquisadores, técnicos, acadêmicos, produtores e autoridades.

Coordenador desta edição, o pesquisador Guilherme Donagemma (Embrapa Solos, RJ) comentou a trajetória do evento, iniciado em 2014 em Presidente Prudente (SP), e ressaltou o esforço para discutir o tema devido à sua importância, como fronteira agrícola. “Não somente para o Estado de Mato Grosso do Sul, que tem extensas áreas, mas em regiões como de Matopiba. O que pretendemos é direcionar as pesquisas em solos arenosos, subsidiar a formação de políticas públicas, auxiliar os produtores na tomada de decisão e prover de informação e tecnologias os técnicos da extensão rural e assistência técnica”, afirma o especialista em física do solo. 

Ele acrescenta que os solos arenosos representam, aproximadamente, 10% dos solos brasileiros. Em Mato Grosso do Sul está entre 15 e 20% e os índices são semelhantes para o Bioma Cerrado. Considerados com baixa aptidão agrícola, os arenosos quebraram paradigmas ao elevar a produtividade de grãos e carne, a partir da intensificação sustentável, por meio de sistemas integrados de produção, e do fornecimento de água.   

O pesquisador José Carlos Polidoro, chefe-geral da Embrapa Solos (RJ), complementa que a relação com os recursos naturais, como solo e água, precisa mudar, imediatamente. A transformação passa pelo uso de tecnologias, considerando que no mínimo há 40 anos há informações disponíveis sobre esse ‘novo’ sistema de produção. A principal delas, segundo Polidoro, é o zoneamento agroecológico, previsto legalmente, mas realidade em quatro Estados da Federação. MS é um deles e está na 3ª fase de desenvolvimento, com recursos do Governo do Estado e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para conclusão nos próximos anos. 

A relação homem-solo-água, a manutenção do meio ambiente, a sustentabilidade produtiva são preocupações na agenda de políticas públicas de Mato Grosso do Sul, principalmente, com a expansão agrícola no Estado, é o que afirma o superintendente de Ciência e Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar de MS, Rogério Beretta. Contudo, “é possível perceber, no campo e aos poucos, que os trabalhos da pesquisa são aproveitados pelo produtor rural.”

Entre as autoridades presentes na abertura estavam os chefes-gerais da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande), Ronney Mamede, e Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Guilherme Asmus; o presidente do Sistema Famasul, Maurício Saito; o presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke; o diretor da Fundação MS, André Dobashi; o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Alessandro Coelho; o gerente-executivo da Biosul, Érico Paredes; o vereador de Campo Grande, Vinícius Siqueira; e o diretor do Núcleo Regional Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Robélio Marchão. 

Simpósio - O III Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos é promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e realizado pela Embrapa e UEMS, com o tema "Intensificação agropecuária sustentável em solos arenosos" e programação composta por palestras, mesas-redondas, apresentações de resumos e visita técnica. O evento acontece entre os dias 7 e 10 de maio, na UEMS (Campo Grande-MS).


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