Em dez anos, exportações brasileiras de carne suína devem crescer 23%
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Agronegócio

Em dez anos, exportações brasileiras de carne suína devem crescer 23%

Números refletem a forte demanda por carnes no cenário internacional
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O Brasil deve ampliar seus embarques de carne suína em 23,1% nos próximos dez anos. O volume passaria de 532 mil toneladas para 655 mil toneladas entre os anos de 2011/12 e 2021/22. O percentual de crescimento é maior do que o da carne bovina, que no mesmo período deve registrar aumento de 20% nas exportações. Elas passariam de 1.334 milhão de toneladas para 1.613 milhão de toneladas. A carne suína só ficaria atrás do frango, cujos embarques devem aumentar 35%, chegando a 5.658 milhões de toneladas ante as atuais 4.191 milhões de toneladas. Os dados foram apresentados pelo coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques, em sua palestra nessa segunda-feira (02-04) no Painel Conjuntural da AveSui América Latina. Eles constam do estudo “Projeções do Agronegócio Brasileiro 2011/12-2021/22”, realizado pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Mapa.


De acordo com Gasques, os números refletem a forte demanda por carnes no cenário internacional. Mesmo com a crise vivida por alguns países europeus integrantes da zona do euro, o consumo mundial não deve sofrer quedas significativas. Entre os especialistas, há um receio de que a crise contamine outros importantes mercados ou resulte em uma recessão. “A demanda por proteína animal está crescendo nos países emergentes da Ásia, África e América Latina, onde há aumento de renda e processo de urbanização em andamento e onde também a crise não está diretamente instalada”, indica Gasques.


Mesmo com o aumento nos embarques, o grande cliente da suinocultura brasileira continuará a ser o mercado interno. Segundo o estudo do Mapa, 81% da produção nacional de carne suína será consumida no próprio País em 2022. Percentual quase idêntico ao da carne bovina, cravado em 80%. Já o frango destinará 63% de sua produção para o consumo doméstico, com o restante sendo destinado, hoje, para 145 mercados, segundo o estudo.


Para atender a maior demanda, a produção nacional de carne suína deve crescer 22% ao fim destes próximos dez anos, atingindo 4.067 milhões de toneladas. Atualmente, o volume produzido é de 3.334 milhões de toneladas. Na mesma análise, o setor de bovinocultura deve ampliar sua produção em 32,3%, passando de 8.947 milhões de toneladas para 11.834 milhões de toneladas. A carne de frango será a proteína animal que mais crescerá em produção. A perspectiva é que ela passe das atuais 13.028 milhões de toneladas para 20.332 milhões de toneladas em 2022, um crescimento de 56,1% no período de dez anos. Juntas, as três carnes devem ampliar em 43,2% a sua disponibilidade interna até 2022, com um volume de 10,9 milhões de toneladas a mais.

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