Em Passo Fundo, Mainardi reinstala Câmara Setorial do Trigo
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Agronegócio

Em Passo Fundo, Mainardi reinstala Câmara Setorial do Trigo

Durante a solenidade, ele destacou a importância da câmara no sentido de buscar a diminuição dos gargalos referentes à produção
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Mainardi destacou a importância da câmara no sentido de buscar a diminuição dos gargalosO secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, participou nessa quarta-feira (18), em Passo Fundo, da reinstalação da Câmara Setorial do Trigo. Durante a solenidade, ele destacou a importância da câmara no sentido de buscar a diminuição dos gargalos referentes à produção e comercialização do cereal no Estado.


"A câmara tem como objetivo sistematizar o debate sobre o trigo, na forma de um espaço para discussões e encaminhamentos, sempre com foco no aumento de renda do produtor", disse Mainardi. Para o secretário, o trigo merece atenção especial do poder público, não só pela importância econômica da cultura, mas pela tradição que tem no Estado. "Além disso, temos uma relação de competitividade com a Argentina. Não queremos criar problema com países do Mercosul, apenas queremos que essa atividade com o trigo seja respeitada e valorizada."

A partir da reinstalação da câmara serão criados grupos de trabalho, com foco em redução de custos de produção e na busca por mecanismos de comercialização do produto. "Vamos buscar o incremento de leilões oficiais, e também encontrar saídas para o uso do trigo na produção de rações", disse Mainardi. Entre as atividades do grupo está a realização de trabalhos relativos à diversificação de culturas de inverno, com a busca de informações sobre a canola e a vantagem das plantações nesta estação para não deixarem áreas vazias.


O presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, destacou a importância da retomada da câmara pelo fato de Passo Fundo estar geograficamente na divisa com o Mercosul, porque, segundo ele, "o trigo é um produto sensível aos acordos do bloco." O dirigente destacou ainda o fato de que "pela primeira vez foi criado um plano safra de trigo, que permitirá repensar a cultura, redistribuir e abordar questões sobre logística."

O assessor econômico da Fecoagro Tarcísio Mineto falou sobre os principais gargalos referentes ao escoamento da safra de trigo no Estado, como preço médio abaixo do mínimo oficial e o custo de produção acima do mínimo e do preço de mercado, baixa liquidez, falta de salvaguarda em relação ao trigo importado e farinha, logística onerosa, escassez de recursos para comercialização, fragilidade na garantia de preços mínimos, entre outros. "Em 2011, a produção de trigo no Brasil foi de 5,7 milhões de toneladas das quais, 2,6 milhões são oriundas do RS. Nessa safra passamos o Paraná", disse Mineto.


O consumo de trigo no País é de 10,5 milhões de toneladas, das quais 5,7 milhões são importados. O Rio Grande do Sul importou, em 2011, 407 mil toneladas e exportou 1,5 milhões de toneladas. O Brasil exportou 2,3 milhões de toneladas. "Somos responsáveis por 39% da moagem nacional de trigo.

Sobre os mecanismos para escoamento da safra, Mineto destacou a necessidade de que sejam realizados leilões, de preferência semanais, para dar conta do excedente de 1,5 milhão de toneladas que existe no Estado. "Temos que tirar esse trigo do estado, ou via exportação ou para o norte e nordeste do país. Quem vai nos ajudar a fazer isso é o PEP."


O especialista destacou ainda a necessidade de que fossem criadas estratégias para fortalecer a produção de trigo, com maiores investimentos em pesquisa, eliminação da guerra fiscal e a criação de uma identidade para trigo gaúcho. "Além da fiscalização efetiva do trigo importado e uma campanha de valorização do trigo gaúcho."

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