Emater realiza Curso de Citricultura de Mesa

Agronegócio

Emater realiza Curso de Citricultura de Mesa

Equipes de extensão rural e pesquisa agropecuária participam de capacitação até 5ª feira.
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Na última terça-feira (13/9), extensionistas e pesquisadores da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) participaram da abertura do Curso de Citricultura de Mesa, realizado no Centro de Inovação Rural. O treinamento, que segue até a próxima quinta-feira (15/9), tem como objetivo atualizar os profissionais com informações que permeiam a produção de citrus em Goiás e apresentar os trabalhos desenvolvidos pela área de Pesquisa Agropecuária da Agência.

Durante a abertura, o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater, Antelmo Teixeira Alves, ressaltou a importância de que profissionais estejam atentos às atualizações da cadeia produtiva para que prestem uma assistência técnica rural qualificada. “Nós buscamos e necessitamos cada vez mais de inovação no meio rural. Por tal motivo, é necessário colocar em prática o conhecimento adquirido durante o curso”, afirmou o diretor. Teixeira também comentou que o curso de atualização está em consonância com a estratégia institucional da Emater.

Palestras

Sidney Cunha Andere, pesquisador da Emater na área de fruticultura apresentou dados referentes ao mercado de citrus no Brasil. Numa comparação entre os custos de produção em São Paulo e Goiás, o pesquisador mostrou que a produtividade média é maior e os custos de produção são menores no território goiano. De acordo com Sidney, a diferença de custos e produtividade de um estado para o outro varia cerca de 15%.
Andere explicou ainda que São Paulo apresenta pragas que ainda não foram identificadas em Goiás, tais como o grenning. De acordo com o pesquisador, produtores da região chegam a fazer aplicação de defensivos 20 vezes por anopara combater os invasores, o que explica o aumento do custo de produção.

O presidente da Associação Goiana dos Citricultores (Agocitrus), Almir Cavalcante Bastos Filho, também realizou palestra no primeiro dia de curso. Em sua apresentação, Almir Cavalcante destacou que o cumprimento de algumas especificações técnicas simples é capaz de aumentar a produtividade dos pomares. Entre elas está o plantio das fruteiras em espaçamento 7m por 3m.

“Hoje, Goiás conta com uma área plantada de 12 mil ha, com 510 mil toneladas de citrus colhidas por mês e uma estimativa de 5 milhões de plantas existentes”, informou ainda o presidente da Agocitrus.

Cavalcante lembrou ainda que a instabilidade climática e econômica foram fatores que influenciaram para uma diminuição na produção de citrus em Goiás nos últimos anos.

Programação

Durante o dia, os participantes acompanharam ainda exposições sobre pragas quarentenárias – aquelas que mesmo estando sob controle permanente no Brasil, são uma ameaça para a produção agrícola do país, caso se manifeste em outras regiões. A apresentação foi realizada pela coordenadora do Programa de Prevenção e Controle de Pragas em Citros da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Mariza Mendanha.

Além das palestras, os extensionistas e pesquisadores participam de mesas-redondas que debaterão os gargalos enfrentados pela critricultura em Goiás, doenças recorrentes na cadeia produtiva e adubação e nutrição em citros. Na quinta-feira (15/9), também está prevista a realização de visita à Estação Experimental da Emater em Anápolis para a apresentação das variedades pesquisadas pela Agência.

Integração

O verbo integrar marcou a abertura do curso de citricultura. Para o extensionista da Emater Jean Louis Alves Martins, é um equívoco acreditar que pesquisa agropecuária e extensão rural são independentes. “Tanto a pesquisa quanto a extensão bem como a assistência técnica rural são vertentes que quando bem alinhadas, fomentam o melhor para o setor. É necessário visualizá-los como complementares”, explicou o extensionista.

Sobre o conteúdo ministrado durante o curso, Jean ressalta que “mais ações assim serão bem-vindas e aproveitas”. Ainda de acordo com o extensionista, que presta assistência para produtores rurais de citrus, a produção apresenta um grande potencial para o setor agrícola em Goiás. “O conteúdo é bem apropriado e adequado. Acredito que é um assunto que nunca se esgotará. Sempre haverá atualizações que deverão chegar ao produtor”, destacou Jean Louis.

Para Toshio Ogata, pesquisador da Emater na área de citricultura, a integração é fundamental para levar tecnologias ao produtor. “De nada adianta investir em pesquisas e não levar tais avanços ao produtor. Por meio da extensão, podemos tornar as inovações conhecidas e fazer com que sejam aplicadas pelos produtores rurais goianos”, enfatizou o pesquisador.

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