Embarques estão comprometidos no Porto de Paranaguá

Agronegócio

Embarques estão comprometidos no Porto de Paranaguá

A assessoria do porto disse que até a noite a fila iria diminuir porque os caminhões não eram impedidos de descarregar suas mercadorias
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A operação-padrão realizada pelos trabalhadores portuários avulsos (TPAs) está comprometendo o embarques de grãos e automóveis e o desembarque de fertilizantes e está deixando a BR-277 novamente com fila de caminhões esperando para descarregar no pátio de triagem do Porto de Paranaguá. No final da tarde de dessa quinta-feira (03-04) a fila atingiu o quilômetro 21 da rodovia, segundo a Ecovia, concessionária que administra o trecho da estrada entre Curitiba e o porto. A assessoria do porto disse que até a noite a fila iria começar a diminuir porque os caminhões não estavam sendo impedidos de descarregar suas mercadorias nos armazéns.


A Appa informou também que os seis ship loaders com capacidade de embarque total de 9 mil toneladas de grãos/hora estão em funcionamento. No entanto, o problema está no embarque nos navios já que a operação padrão é executada nas moegas onde somente dois caminhões são descarregados por hora, quando normalmente seriam 70 no mesmo período. Somente no silo público, onde eram recebidos até 210 caminhões por hora, a média caiu para seis descarregamentos. Se o movimento durar mais alguns dias, a capacidade de armazenagem do porto estará tomada e as filas poderão ficar gigantescas porque este é o momento de pico da movimentação da safra de grãos paranaense e do Centro-Sul.


No desembarque de fertilizantes também há lentidão. Os trabalhadores avulsos estão retirando um grab (espécie de carregador instalado na ponta de um guindaste utilizado para descarregamento de cargas a granel) a cada 40 minutos de cada navio. O normal seria a retirada de um grab por minuto.


O protesto dos trabalhadores portuários avulsos que começou na noite de terça-feira passada é um movimento nacional, envolve seis categorias e está sendo liderado pela estiva, os mais numerosos e organizados. A manifestação é contra a mudança da escala de trabalho adotada em todo o país pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), de 6 horas trabalhadas por 11 de folga que passou a ser de 6 horas por 18 de folga, o que é determinado pela legislação trabalhista. Os trabalhadores ganham por produção e com a alteração acabaram com o salário reduzido. Em 2006, em acordo intermediado pelo Ministério Público, operadores e trabalhadores decidiram que a jornada de trabalho no porto seria desenvolvida durante o período de 6 horas, com intervalo mínimo de 11 horas, para que o trabalhador avulso retornasse ao trabalho na época.

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