Embrapa apresenta tecnologias para arroz irrigado


Agronegócio

Embrapa apresenta tecnologias para arroz irrigado

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promove em 14 de março dia de campo sobre o arroz irrigado em várzeas tropicais. O evento será na Fazenda Xavante, no município de Dueré (TO). A iniciativa visa levar aos agricultores da região tecnologias atualizadas sobre a cultura, envolvendo a condução da lavoura, o controle de doenças e as novas variedades.

O pesquisador Alberto Baêta dos Santos, da Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO), afirma que serão apresentados dados agronômicos sobre os materiais que estão na linha de frente do programa de melhoramento genético do arroz e que, possivelmente, se tornarão variedades indicadas para plantio.

Será discutido ainda o comportamento em campo de duas variedades recém-lançadas pela empresa, a BRS Jaburu e a BRS Biguá. Esses dois materiais, que alcançam produtividade de até 6.300 quilos por hectare, são resistentes à doença fúngica brusone e podem proporcionar redução do número de pulverizações de defensivos agrícolas. Segundo pesquisas, os gastos com fungicidas no Tocantins representam até 14% dos custos com a lavoura.

De acordo com Baêta, a programação do evento abordará também temas ligados ao manejo da irrigação, como, por exemplo, a diminuição dos efeitos da alta temperatura da lâmina d´água que fica sobre o solo. O pesquisador explica que esse assunto é um dos problemas bastante comuns no Tocantins. Se a temperatura da água estiver acima dos 32º C na fase de florescimento da planta, o calor afetará o processo de formação dos grãos e, conseqüêntemente, a produtividade.

Conforme Baêta, o efeito da alta temperatura da água pode ser minimizado em áreas de irrigação sistematizadas. Ou seja, nas lavouras onde a lâmina d´água de irrigação cobre o terreno, previamente dividido em compartimentos, chamados de tabuleiros, limitados por pequenos diques. Nessas situações, o pesquisador afirma que pode-se usar uma lâmina rasa de água com profundidade aproximada de 10 centímetros. Com isso, haverá menor acúmulo de calor.

Quando possível, uma outra estratégia pode ser empregada: a da irrigação corrente. Segundo Baêta, nessa caso, a água não ficaria parada, ela circularia dentro da lavoura, de acordo com a declividade dos tabuleiros, descendo dos níveis mais altos para os mais baixos, e, por fim, escoaria para os drenos.

Uma última alternativa para tentar diminuir a temperatura da água de irrigação é usar o sistema de "banhos". Ao invés de manter uma lâmina de água contínua sobre o solo, o agricultor faria inundações com intervalos de tempo na área da lavoura. No entanto, um cuidado especial é necessário. O solo deve sempre ficar encharcado de forma que não ocorra insuficiência de água para a cultura, principalmente durante o florescimento, uma vez que isso afetaria a produtividade do arroz.

O dia de campo será composto de palestras e demonstrações em uma área experimental de um hectare da Fazenda Xavante, cujos proprietários são parceiros da Embrapa há três anos e investem recursos financeiros em parte do programa de melhoramento genético do arroz.

Dia de Campo Tecnologia para a Cultura do Arroz Irrigado.

Data: 14 de março de 2003, das 8h às 13h.

Local: Fazenda Xavante, município de Dueré (TO).

Contato: Antônio Carlos Lyra - (63) 363-3024; ou Luiz Antônio dos Santos (63) 358-9156.

Promoção: Embrapa (Arroz e Feijão, Cerrados e Unidade Experimental de Pesquisa/TO) e

Xavante Agroindustrial de Cereais.


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