Embrapa começa colheita de lavoura comunitária


Agronegócio

Embrapa começa colheita de lavoura comunitária

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Empregados da Embrapa Arroz e Feijão, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, começaram ontem a colheita de 300 toneladas de arroz, em Santo Antônio de Goiás/GO, oriundas do "Projeto Sementes da Solidariedade". Trata-se de uma iniciativa, coordenada pela empresa e realizada anualmente desde 1994, para o aproveitamento de terras públicas e de áreas de pequenas propriedades para produção agrícola.

O coordenador do projeto, Getúlio Brunes, afirma que o objetivo é produzir alimentos, de forma voluntária, em benefício de comunidades carentes, tais como habitantes de zonas urbanas pobres, povos indígenas e populações remanescentes de quilombos. Para tanto, toda colheita será repassada ao programa do governo federal Fome Zero. "O arroz será secado, beneficiado e depois irá para o Fome Zero", afirma Getúlio.

O "Projeto Sementes da Solidariedade" é uma parceria entre a Embrapa e a Secretaria de Agricultura do Estado de Goiás e, neste ano, conta com a colaboração do Brasil sem Fome – organização da sociedade civil, composta por representantes de 12 instituições, dentre elas a Ação da Cidadania - apoiadores do programa Fome Zero.

Segundo o chefe da Embrapa em Goiás, Pedro Arraes, a iniciativa é uma demonstração de como a pesquisa agrícola nacional pode contribuir para a erradicação da miséria. "Estamos aliando ciência e tecnologia à luta contra a fome", diz. Ele explica que o arroz plantado chama-se Canastra e é um dos materiais "top de linha" gerados pelo programa de melhoramento de plantas da empresa. "É um arroz que possui semente de qualidade e que produz grãos agulhinha, de boa aceitação comercial".

Voluntariado em Ação - O "Projeto Sementes da Solidariedade" não possui a pretensão de acabar com a fome no Brasil. Segundo Getúlio, a principal importância é seu caráter exemplar. "A intenção é mostrar que é possível mudar esse país, com a força do voluntariado, com o engajamento da sociedade e do terceiro setor em mutirões como este".

O arroz está sendo colhido em áreas distintas, duas de 25 hectares e uma de 50 hectares, cedidas por três produtores do município de Santo Antônio de Goiás/GO, para a implantação do projeto neste ano.

O coordenador geral da Ação da Cidadania e do Brasil sem Fome, Maurício Andrade, explica que, além dessas lavouras em Goiás, foram estabelecidos plantios de feijão em 17 Estados, em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). "Essa ação beneficia um total de 7 mil agricultores", destaca.

Ao todo, o Brasil sem Fome investiu R$ 450 mil reais em 400 hectares em todo o país para o plantio de feijão safrinha, cuja colheita também está em curso. A estimativa de produção é de 700 toneladas, segundo Maurício Andrade.

Os recursos do Brasil sem Fome foram obtidos por meio de doações de instituições ao Fundo Herbert de Souza e também de contribuições recebidas durante a última campanha Natal sem Fome da Ação da Cidadania.


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