Embrapa e Ministério da Agricultura discutem sanidade vegetal

Agronegócio

Embrapa e Ministério da Agricultura discutem sanidade vegetal

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A entrada de pragas no Brasil de forma intencional ou não pode causar inúmeros prejuízos à agricultura do país. Um exemplo recente é a ferrugem asiática da soja, que desde que foi introduzida no Brasil, em 2004, já causou prejuízos de mais de U$ 2 bilhões. Para evitar isso, é fundamental que o país conte com um sistema de defesa atuante e moderno pautado em medidas compatíveis com os riscos decorrentes da rápida e intensa movimentação de pessoas e do comércio internacional.

A pesquisa, o desenvolvimento e a inovação técnico-científica são fundamentais para intensificar o sistema de vigilância sanitária no Brasil e, por isso, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 37 unidades de pesquisa da Embrapa e o Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), promovem nesta terça-feira (22-02), na Unidade da Embrapa, em Brasília (DF), uma reunião técnica com o objetivo de elaborar estratégias para auxiliar o incremento do agronegócio brasileiro, e, ao mesmo tempo, promover a segurança biológica da agricultura e do meio ambiente.

A reunião vai contar com a participação de 15 fiscais agropecuários do DSV e de pesquisadores do Núcleo de Segurança Biológica da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Serão discutidos os bancos de dados de pragas de expressão econômica e quarentenária; estratégias de parcerias entre as duas instituições, além da reestruturação do DSV.

Um dos assuntos a ser debatido na reunião será a Rede de Sanidade Vegetal, coordenada pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que integra outras unidades da Embrapa, além de empresas e universidades, com o objetivo de impedir a entrada de pragas e doenças agrícolas no país, através da análise e redução dos riscos na importação e exportação de produtos agrícolas.

Segundo a coordenadora da Rede, a pesquisadora da Embrapa, Maria Regina Vilarinho, é premente a necessidade de elaborar mecanismos para aprimorar o sistema de defesa sanitária no Brasil, especialmente em face do crescimento do comércio internacional, que vem se intensificando significativamente nas últimas décadas. De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio – OMC, em 2004, houve um crescimento de 8,5%, comparado com anos anteriores.

Se, por um lado, o crescimento do comércio internacional traz para o Brasil inúmeros benefícios, por outro aumenta os riscos da bioglobalização de pragas, ou seja, a movimentação de organismos entre regiões, que pode causar sérios prejuízos à economia do país, como foi o caso recente da ferrugem da soja e de outras pragas, como o bicudo do algodoeiro, a sigatoka negra, dentre outras.


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