Embrapa e UFJF realizam workshop sobre nanotecnologia

Agronegócio

Embrapa e UFJF realizam workshop sobre nanotecnologia

Um dos principais objetivos do evento foi reunir estudantes e pesquisadores que trabalham com nanotecnologia
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O "II Workshop em Ciências dos Materiais", reunindo pesquisadores e estudantes da Embrapa Gado de Leite e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), foi realizado nesta quinta-feira (27 de outubro) no anfiteatro do Instituto de Ciência Exatas (ICE). Um dos principais objetivos do evento foi reunir estudantes e pesquisadores que trabalham com nanotecnologia.

A nanotecnologia é uma área de estudos que já apresenta importantes resultados em áreas tão diversas que vão desde produtos cosméticos à ciência forense. Na pesquisa agropecuária, trabalhos coordenados pela Embrapa Gado de Leite colocam o Brasil na vanguarda mundial em estudos com nanopartículas. "A nanotecnologia já pode ser considerada um importante aliado do produtor no tratamento da mastite e de outras doenças que acometem o rebanho leiteiro", afirma o pesquisador da Embrapa Humberto Brandão.

Antibiótico nanoestruturado – Este ano, a Embrapa Gado de Leite abril uma consulta pública para buscar empresas parecerias interessadas em fabricar e comercializar um antibiótico nanoestruturado para o combate à mastite, desenvolvido pela instituição.  A mastite é um dos grandes problemas da pecuária de leite, responsável por grandes prejuízos no setor relacionados ao descarte do leite, despesas com medicamentos e até morte dos animais.  A nanotecnologia vai ao encontro da terapia de precisão e é uma das áreas que mais avançarão nos próximos anos. "A técnica permite melhorar a ação dos fármacos tradicionais, por meio de uma liberação sustentada, diminuindo a necessidade de múltiplas aplicações", afirma Brandão.

Com a escolha da empresa parceira, que prosseguirá os estudos em escala industrial, as pesquisas com o antibiótico nanoestruturado da Embrapa entram em sua fase final. A expectativa é que o medicamento esteja no mercado em menos de cinco anos. Brandão acredita que os preços ao produtor serão compatíveis com os de fármacos convencionais. Mas o pesquisador esclarece que a nanotecnologia não substituirá os cuidados de manejo do rebanho para o controle e prevenção da doença.


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