Embrapa implanta em Três Lagoas o primeiro campo agrostológico na fazenda Jaó

Agronegócio

Embrapa implanta em Três Lagoas o primeiro campo agrostológico na fazenda Jaó

Pesquisadores trarão as sementes que são produzidas pela Embrapa
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No dia 08 de dezembro, pesquisadores da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, estiveram na Fazenda Jaó e iniciaram as pesquisas do primeiro campo agrostológico de Três Lagoas. Serão 15 pontos diferentes que irão compor a amostra de 8 cultivares de Brachiaria (Marandu, Xaraés, BRS Piatã, BRS Paiaguás, BRS Ipyporã, BRS Tupi, B. humidicola cv. comum e B, decumbens cv. Basilisk); 6 cultivares de Panicum Maximum (Mombaça, Tanzânia, Massai, BRS Zuri, BRS Tamani e BRS Quênia); 3 cultivares de leguminosas (Estilosantes Campo Grande, Estilosantes Bela e Cajanus cajan cv. Mandarim); além de 1 consórcio: B. decumbens cv. Basilisk + Estilosantes Campo Grande.

Leda Garcia, pecuarista, ofereceu uma parte da fazenda Jaó para a pesquisa. Segundo Leda,  “eles irão ver as melhores espécies de capins  que são bem adaptados a nossa região. Vamos entrar com custos, local e os pesquisadores  trarão as sementes que são produzidas pela Embrapa. Os capins bem elaborados serão incorporados nas pastagens. Aqueles não adaptados serão descartados”, reforça.

Índice pluviométrico e qualidade da terra também farão parte dos indicadores. Para Leda Garcia, “queremos fazer um dia de campo para falar sobre os resultados. Estamos ajudando uma entidade de pesquisa muito boa e de referência. Na parte de genética eles deram um salto ótimo, agora é hora de pensar nas pastagens”, diz.

Melhora da pastagem

“A pastagem recuperada retém o gás carbônico. O que faz mal para a camada de ozônio é a pastagem degradada. Devido isso temos que melhorar, pois não impacta só na produção e sim no clima. É o início de um trabalho que irá ajudar muito a região. Ter uma Embrapa em Três Lagoas é a evolução”, finaliza Leda.

Pesquisa

A ideia principal é oferecer uma alternativa aos produtores, de outras diversidades que possam ser utilizadas na alimentação do gado. O projeto funcionará como uma vitrine com os melhoramentos da forrageira e suas diversidades.

De acordo com o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa na área de melhoramento de forrageiras, Sanzio Barros, a região da Costa Leste, por ser conhecida pela a criação de animais de alta genética, necessita de uma intensa diversificação de pastagem, para acompanhar as exigências de cada animal. “Sem uma boa comida os animais não vão poder expressar o potencial genético deles”, explica.

A vitrine ficara disposta da seguinte forma: são 2 faixas contendo 17 canteiros. Cada faixa vai ter um “sistema de adubação”, uma normalmente utilizada pelos fazendeiros da região, e outra a adubação recomendada pela Embrapa.

A avaliação será visual. Serão analisados os seguintes critérios: o vigor da planta; ocorrência de ataque de cigarrinhas e seus danos; cortes; rebrota e fotos.

Os pesquisadores responsáveis pelo projeto são: Dr. Sanzio Barros, Dr. Mateus Figueiredo Santos, Dra. Cacilda Borges do Valle e Dr. Ademar Serra.


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