Embrapa Roraima realizou ciclo de cursos para comunidades indígenas
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Imagem: Divulgação
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Embrapa Roraima realizou ciclo de cursos para comunidades indígenas

A Embrapa Roraima promoveu neste mês de dezembro o Ciclo de Cursos gratuitos para comunidade Indígena
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A Embrapa Roraima promoveu neste mês de dezembro o Ciclo de Cursos gratuitos para comunidade Indígenas, por meio do projeto de Transferência e Tecnologia da Embrapa para “Adoção de tecnologias voltadas para a sustentabilidade do espaço rural em comunidades indígenas no Extremo Norte do Brasil visando a segurança alimentar de povos indígenas”, que contou com recurso de emenda parlamentar indicado por deputada federal no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020 com ações de capacitações previstas para 2021.

Os cursos foram realizados assim que a Embrapa Roraima retornou com o trabalho presencial e tiveram o objetivo de capacitar agricultores indígenas e agentes multiplicadores na montagem de composteiras, galinheiros, cultivo de banana, manejo, adubação e consórcio de melancia com mandioca em espaço agrícola de comunidades indígenas. Os cursos ministrados atenderam as Comunidades do Kauwê, Surumu e Jabuti e comunidades Indígenas próximas a estas que também foram abrangidas pelo projeto.

 Todos os cursos ofertados foram com carga horária de oito horas, nos seguintes temas e localidades:

Boas práticas na implantação de composteira - Comunidade do Surumu

Boas práticas na implantação de composteira - Comunidade do Kauwé

Cultivo da Banana - Comunidade do Kauwé

Criação de galinhas e montagem de galinheiro – Comunidade do Surumu

Consórcio de melancia e mandioca - Comunidade do Jabuti

Além desses cursos, também foram ofertadas palestras durante o evento “I Encontro Microrregional das Mulheres Rurais e Indígenas de Roraima, no lago Caracaranã, Município de Normandia, com os seguintes temas; Técnicas de enxertia, com o Técnico José Gilmar Lucas, Técnicas Agroecológicas na produção de Frutas, com a pesquisadora Teresinha Albuquerque e Noções básicas de Criação alternativa de Galinha Caipira, com o analista Carlos Eduardo D’Alencar.

Outras cinco capacitações de montagem de tanque Sisteminha já foram realizadas nas Comunidades Indígenas Surumu, Kauwê, Aningal, Jabuti e Serra da moça, de forma prática durante a implantação dos tanques nas CIs.

 Projeto de Transferência de Tecnologia

O projeto Adoção de tecnologias voltadas para a sustentabilidade do espaço rural em comunidades indígenas no Extremo Norte do Brasil visando a segurança alimentar de povos indígenas, tem como objetivo fortalecer a produção agrícola em comunidades indígenas do Extremo Norte do Brasil, por meio do desenvolvimento de ações de Transferência de Tecnologia que proporcione acesso a materiais de qualidade com resistência a doenças e adaptadas as condições edafoclimáticas da região que viabilizem a  produção de hortaliças, melancia, banana, leguminosas para adubação verde, visando diversificar a produção e proporcionar a segurança alimentar.

O projeto contemplou a implantação de 03 Unidade de Referência Tecnológica (URTs), em áreas rurais das comunidades indígenas selecionadas com base em atividade de prospecção de demandas, dentre os quais foram instalados viveiros de produção de mudas como painéis solares e poços artesianos. O projeto visa beneficiar cerca de 10 comunidades indígenas com a produção de mudas de espécies frutíferas de interesse. Além disso foram construídos 05 tanques suspenso de peixes e disponibilizados material para construção para composteiras e galinheiros nas URTs para contemplar o sisteminha Embrapa. As capacitações foram realizadas para que as comunidades possam adotar as tecnologias e se apropriar do conhecimento em prol da produção de alimentos.

Para 2022 espera-se realizar um Dia de Campo na Comunidade Indígena onde foi instalado sistema de painel solar fotovoltaico (off gid), que fornece energia para bombear água de poços, para fornecer irrigação aos viveiros de produção de mudas, além de mais capacitações sobre compostagem e criação de galinhas para melhor capacitar os agricultores indígenas que vivem nas comunidades atendidas pelo projeto.

Tem como parceiros a Secretaria de Agricultura e Pecuária e Abastecimento de Roraima (SEAPA) por meio de assistência técnica, extensão rural, além, do apoio da Secretaria do índio do Estado, Associações de comunidades indígenas, CIR e contribuição de algumas prefeituras de diversos municípios contemplados.


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