Empresário egípcio eleva aposta no açúcar brasileiro
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Agronegócio

Empresário egípcio eleva aposta no açúcar brasileiro

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O empresário egípcio Hazem Omar quer estreitar suas relações comerciais com o Brasil. Presidente de uma das principais tradings importadoras de açúcar do Egito, a Octo Sugar, Omar analisa a possibilidade de investir em um terminal portuário para açúcar no Centro-Sul do Brasil.

"O açúcar brasileiro é o de melhor qualidade no mundo", afirmou Omar, na sexta-feira, durante o Sugar Dinner, evento que reúne empresários e tradings mundiais de açúcar e de álcool.

Mesmo com a reestruturação do setor açucareiro, realizada na metade da década de 90, o Egito é um dos principais importadores mundiais de açúcar.

Com um consumo estimado em 2,2 milhões de toneladas anuais, o Egito compra 800 mil toneladas do mercado, "principalmente da região Centro-Sul do Brasil", informou o empresário. O segundo principal mercado de açúcar para o Egito é o da África, seguido pela Austrália e os Estados do Nordeste do Brasil.

Das 800 mil toneladas adquiridas pelo Egito, entre 200 mil e 300 mil toneladas de açúcar anuais são importadas pela Octo Sugar. No Brasil, a empresa egípcia tem parceria com a trading Noble, que é a intermediária na negociação. Atualmente a empresa aluga espaço nos terminais portuários brasileiros.

Para incentivar os empregos locais, os egípcios compram a matéria-prima para fazer o refino no mercado local. Do volume total, 75% é açúcar VHP (Very High Polarization) e, o restante, é do tipo refinado. No passado, a maior parte das importações egípcias era de açúcar refinado.

Se confirmados, os investimentos do empresário deverão ser concretizados no médio prazo, que significa um período de três a quatro anos, de acordo com ele. Omar disse que já existe conversação, mas não quis dar mais detalhes. Segundo fontes do setor, o empresário não investiria sozinho no Brasil e teria como parceiros outras tradings do setor. O escritório da trading Noble no Brasil nega seu envolvimento em negociações nesse sentido.

A participação do Egito nas exportações brasileiras de açúcar tem crescido nos últimos três anos. No ano passado, o Egito foi o segundo maior importador de açúcar brasileiro, atrás da Rússia, com um volume negociado de 1,031 milhão de toneladas e receita de cerca de US$ 160 milhões. Em 2001, o país era o quinto maior importador, com um volume de 661 mil toneladas de açúcar (US$ 136 milhões). Há três anos, os egípcios ocupavam a sétima posição, de acordo com levantamento da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica).

Segundo o empresário, o mercado de grãos também interessa aos egípcios. "O país importa cerca de 900 mil toneladas de soja."


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