Empresas assinam parceria para desenvolver etanol celulósico
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Imagem: Pixabay

ECONOMIA VERDE

Empresas assinam parceria para desenvolver etanol celulósico

Produção do etanol de segunda geração deve ser comercializada globalmente
Por: -Eliza Maliszewski
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A empresa de biotecnologia brasileira GranBio e a italiana de química verde NextChem, firmaram uma parceria para licenciar a tecnologia para produção de etanol de segunda geração, com foco em viabilizar a comercialização a nível global. Juntas, as empresas terão a oportunidade de liderar um movimento de descarbonização de combustíveis líquidos de maneira eficiente e rentável em grande escala.

A tecnologia de produção de etanol 2G está implementada na fábrica da GranBio em São Miguel dos Campos (AL). A planta custou US$ 220 milhões e é a primeira do Hemisfério Sul em etanol celulósico. Por ano o local produz 30 milhões de litros e 100% segue para mercado americano e europeu.

Como matéria-prima podem ser usados quase todos os tipos de resíduos agrícolas, como palha de cana-de-açúcar e de milho e até sobras de madeira, como eucalipto, garantindo o aproveitamento de insumos, diminuindo os impactos ambientais. O biocombustível é obtido a partir da quebra das cadeias da celulose, hemicelulose e pectina, polímeros que constituem a estrutura fibrosa dos vegetais, através de reações químicas ou bioquímicas.

O acordo envolveu um pagamento de US$ 15 milhões à companhia brasileira pelo sublicenciamento. A GranBio espera alcançar um terço do mercado potencial de etanol de segunda geração, estimado em 30 bilhões de litros até 2035. 

“Queremos ser pioneiros nesse modelo de negócios, liderando o desenvolvimento da indústria de etanol celulósico no mundo, oferecendo soluções completas, desde o estudo de viabilidade até o projeto de engenharia. Alguns países como Estados Unidos, China e Brasil já reconhecem o prêmio de carbono renovável. A União Europeia, por exemplo, determinou recentemente políticas que promoverão a construção de dezenas de usinas de combustível de segunda geração até 2030”, explica Paulo Nigro, CEO da GranBio.

*com informações da assessoria


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