Entidades querem preço melhor para tabaco

Imagem: Marcel Oliveira

MANIFESTO

Entidades querem preço melhor para tabaco

Manifesto pede cumprimento da Lei da Integração e reposição de custos
Por: -Eliza Maliszewski
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O tabaco movimenta mais de R$ 6 bilhões ao ano no Brasil, segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Nas últimas safras a cultura sofre com preços que têm ficado abaixo dos custos de produção. Nesta safra, por exemplo, os fumicultores estão encerrando a colheita com média de venda abaixo do que gastaram para produzir.

De acordo com levantamento da Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração do Tabaco (CADEC), os custos de produção para esta safra variam de R$ 8,19 a R$ 9,38 por kg, com produção média entre 2.352 e 2.703 kg por hectare. 

Um manifesto assinado pelas Federações da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), do Paraná (FAEP) e do Rio Grande do Sul (FARSUL), cobra que as 12 indústrias fumageiras cumpram a Lei da Integração e façam a reposição imediata dos custos de produção na tabela de preços do tabaco. A lei 13.288/2016 prevê que o preço do tabaco deve sempre resultar de acordo entre produtores de fumo e as empresas. No começo desta ano as empresas abandonaram a mesa de negociação sem resultados. As variações de percentuais sugeridas foram 5,5% a 9,4%, com mais 2% acima do custo como reposição de perdas anteriores. As empresas reajustaram por conta própria, sem repor perdas.

“Nossos produtores estavam entusiasmados com a safra deste ano, devido à alta do dólar que representaria maior ganho ao produto de exportação no Estado. Porém, a expectativa virou frustração na hora da venda. Os valores pagos não cobrem os custos, o que está deixando os fumicultores inconformados”, disse o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo.

O documento também aponta o desligamento de produtores de contratos de integração, sem aviso prévio, a divergência nos critérios de classificação do tabaco e a presença de atravessadores no mercado como entraves do setor.


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