Entrega da safra de tabaco entra na fase final

Imagem: Marcel Oliveira

TABACO

Entrega da safra de tabaco entra na fase final

Segundo a Afubra, falta ser encaminhado às indústrias 13% do volume estimado
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Com a chegada a julho, a comercialização do tabaco ingressa na reta final. Conforme dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em informações levantadas até sábado, 27 de junho, 564.233 toneladas haviam sido entregues às empresas, 87% do volume da estimativa inicial para a safra 2019/20, de 646.991 toneladas. Na mesma época, em 2019, considerando-se como referência a data de 29 de junho, o montante comercializado chegava a 649.309 toneladas, 93% do volume inicial estimado para o ciclo 2018/19, de 691.613 toneladas.

De acordo com o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, as regiões mais adiantadas na comercialização da safra são o Litoral catarinense, onde a venda está quase concluída, e a Encosta da Serra e o Oeste catarinenses, com cerca de 95% da produção já negociada. Outras áreas que já entregaram mais de 90% são a região baixa do Vale do Rio Pardo, as localidades no entorno de Santa Cruz do Sul, e o Noroeste gaúcho, onde a comercialização chegou a 92% do total.

A partir de informações disponibilizadas por empresas, Werner acredita que a compra do tabaco deve se encerrar dentro de duas semanas, por volta de 15 de julho, nas regiões em que o ciclo da cultura ocorre mais cedo, ou antecipado. Isso tende a acontecer especialmente em localidades onde as empresas mantêm filiais.

No entanto, mesmo com a compra se aproximando dos 10% finais, é bem provável que a comercialização se estenda até o final de agosto, em virtude da parada motivada por um certo período em função da pandemia. Esse seria o tempo necessário para que os produtores de regiões em que o cultivo é mais tardio possam negociar a sua safra.

Werner também avaliou a qualidade do tabaco desta temporada. Em sua apreciação, aquele que havia sido plantado até o final de outubro, em regiões de cultivo mais tardio, acabou sendo bastante prejudicado pela estiagem, e ainda pelas altas temperaturas do verão, principalmente no caso das folhas acima do meio pé.

Em relação ao preço do produto, segundo Werner, pelas informações obtidas pela Afubra até 27 de junho, em pesquisa realizada junto a 2.560 produtores, a média é de R$ 9,55 por quilo de tabaco do tipo Virgínia, nesta safra. No mesmo período da safra 2018/19, com informações reunidas junto a 2.401 produtores, a média era de R$ 9,43 por quilo. Ou seja, tem-se aumento de 1,2%. “O que se observa é que os preços médios, nas últimas semanas, vêm caindo”, frisa Werner, alertando que esses números dizem respeito ao tipo Virgínia, que representa 90% da produção na região Sul.

Já no Burley, a segunda variedade mais produzida, em pesquisa com 727 produtores desta safra, o preço médio levantado foi de R$ 8,45 por quilo. No mesmo período da safra passada, em pesquisa com 591 produtores, a Afubra havia identificado preço médio de R$ 8,61, sinalizando para quebra de 1,9% no valor.

Eficiência

Em Serra Azul, no interior de Pouso Redondo (SC), as famílias Alexandre e Rech, visitadas em fevereiro pela expedição Os Caminhos do Tabaco 2020, estão entre as últimas da região a finalizar a comercialização da safra. Segunda-feira, 29, encheram um caminhão com 17.100 quilos, que serão descarregados nesta terça-feira, 30, em Timbó.

O casal Lindomar e Seli Alexandre devem acompanhar a compra. Eles plantam em conjunto com a filha Daiana, casada com Djonatan Rech, e com o filho Leonardo. É Djonatan quem informa que a safra foi excelente, até com volume acima da média. A expectativa deles é colher 2.300 arrobas, de 133 mil pés plantados. As famílias ainda diversificam com gado de leite e soja, entre outras atividades.


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