Agronegócio

Entressafra pressionou preços do álcool em Rondonópolis (MT)

O término da safra de cana-de-açúcar já apresenta elevação no preço do combustível
Por: -Anelize Moreno
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Com o término da safra de cana-de-açúcar em Mato Grosso, encerrada oficialmente no dia 30 de novembro, o preço médio do álcool nos postos de combustíveis de Rondonópolis já apresentou uma pequena elevação. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP), até novembro os consumidores estavam pagando em média R$ 1,68 pelo litro de álcool. Em dezembro, até o dia 23, o valor médio havia subido para R$ 1,69.

A partir de agora, com o início da entressafra – que prossegue até abril -, a tendência é de aumento nos preços em função da menor oferta de matéria-prima para fabricação do combustível. Mas, ao contrário do que mostram os números da ANP, o gerente do Posto Idaza Girassol da Avenida Fernando Correa da Costa, Ailton Dorne, diz que há cerca de quatro meses o litro do álcool está estabilizado em R$ 1,69. Mesmo assim, ele acredita que a partir de janeiro ou fevereiro o valor pode sofrer elevação.

Apesar da perspectiva de aumento, ele considera que este ano o mercado está mais favorável para o consumidor, uma vez que em dezembro - mesmo com o fim da safra de cana - ainda não foi repassado aumento no preço do combustível pela distribuidora que fornece o produto para o posto. “As distribuidoras ainda possuem álcool. Quando os estoques começarem a baixar o preço deve subir”, frisa.

No Posto Grafitt, da Avenida Presidente Médici, o litro do álcool está congelado há cerca de seis meses em R$ 1,75. O gerente Adilson Benedito Bonfim admite que em outros estabelecimentos houve queda no preço com a safra da cana-de-açúcar e observa que a mesma redução não foi repassada ao posto pela distribuidora Texaco, bandeira com a qual a empresa opera.

“Existem postos praticando preços de R$ 1,73 a R$ 1,69, o litro, na cidade. Na rodovia, o valor chega até a R$ 1,68. Mas o consumidor precisa fazer uma análise da qualidade do produto antes de comprar”, avalia. Bonfim não acredita em aumento nos preços durante a entressafra devido ao recorde de produção registrado neste ano.

Em 2006, Mato Grosso produziu quase 800 milhões de litros de álcool, conforme números do Sindicato das Indústrias Sucro-alcooleiras do Estado (Sindalcool). Paralelo a isto, o consumo interno foi de 90 milhões de litros, ou seja, apenas 11,25% do volume produzido. Para o assessor institucional da entidade, Jorge dos Santos, devido ao baixo consumo não há risco de desabastecimento de álcool no Estado.

Ele acrescenta que as usinas de Mato Grosso firmaram um compromisso com o Governo Federal de não aumentar de forma desmedida o preço do álcool durante a entressafra. Para isso, as empresas mantiveram um nível de estoque. Ele não dispunha do volume de combustível armazenado no Estado, mas afirma que na Região Centro-Sul – maior produtora de álcool do País - os estoques deverão ser de 500 milhões de litros até o fim de março.

De acordo com Santos os consumidores não devem sentir um aumento significativo no preço do álcool tão breve. “Não há razão para elevação no valor, mesmo com a pressão da entressafra”, ressalta. Ainda assim ele admite que durante a época em que não há colheita de cana-de-açúcar a tendência é de aumento no valor do combustível.

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