Epagri e Banco do Brasil definem estratégias em relação ao La Niña
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Agronegócio

Epagri e Banco do Brasil definem estratégias em relação ao La Niña

O mês de setembro marca o início da época de plantio de muitas culturas, o que torna urgente uma ação de orientação aos agricultores diante da previsão de La Niña
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Técnicos do setor de Agronegócios do Banco do Brasil reuniram-se com representantes da Epagri para definir ações preventivas em relação a uma possível redução no volume de chuvas nos próximos meses em Santa Catarina.

Na reunião, realizada no dia 3 de setembro, na sede da Epagri/Ciram, em Florianópolis, o meteorologista Clóvis Corrêa confirmou a formação do La Niña. O fenômeno se caracteriza por um resfriamento nas águas do Pacífico que influencia o clima, com diminuição dos volumes e alteração na distribuição da chuva, especialmente em outubro e novembro, nas regiões Oeste e o Meio Oeste, podendo se estender até o Planalto Sul e Norte.

O mês de setembro marca o início da época de plantio de muitas culturas, o que torna urgente uma ação de orientação aos agricultores diante da previsão de La Niña. Por isso, já foi marcada nova reunião, para o dia 10 de setembro, onde participarão, além do Banco do Brasil e da Epagri, representantes dos Ministérios da área (MAPA e MDA), de cooperativas agrícolas, cooperativas de crédito e dos sindicatos e federações do setor agropecuário catarinense. A intenção é definir conjuntamente as estratégias de comunicação com objetivo de informar os agricultores dos riscos sem causar pânico.

Os pesquisadores da Epagri/Ciram alertam que é preciso muita cautela na comunicação, pois é impossível afirmar que os agricultores sofrerão prejuízos significativos. Isso porque os meses de primavera costumam ser muito chuvosos e, sendo assim, a previsão de chuva abaixo da média no período pode não representar um problema. Levantamento realizado pela Epagri/Ciram revela que as maiores quebras de safras dos últimos anos não estavam relacionadas ao La Niña, assim como as estiagens ocorridas na última década.

Um dos consensos é de que é preciso orientar os agricultores catarinenses a respeitarem o zoneamento agrícola e adotarem o plantio escalonado, diminuindo impactos resultantes de uma possível diminuição da chuva. É muito importante ainda que os agricultores que contrataram crédito estejam cientes da necessidade de cumprirem com todas as regras contratadas para que possam estar amparados pelo seguro no caso de quebra de safra.

A Epagri encaminhou, no mês de agosto, documento com recomendações aos extensionistas em relação ao tema. Confira clicando aqui.

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