Equipe de emergência já combate foco de peste suína no Marajó

Agronegócio

Equipe de emergência já combate foco de peste suína no Marajó

Equipe de emergência já combate foco de peste suína no Marajó
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Veterinários e técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) estão no Arquipélago do Marajó desde a última quinta-feira (16), integrando a equipe de emergência sanitária que atua no combate ao foco de Peste Suína Clássica (PSC), doença que ataca suínos domésticos (porcos), selvagens (porcos do mato) e javalis. Focos da peste suína foram detectados nos municípios de Chaves e Afuá, na divisa com o Estado do Amapá.

A doença é causada pelo vírus RNA, do gênero pestisvírus. É contagiosa e causa nos animais febre, manchas avermelhadas na pele, conjuntivite, diarréia e, nas fêmeas, pode provocar aborto.

Nos dois municípios, a equipe técnica atua conforme a Instrução Normativa nº 27, de 20 de abril de 2004, que determina o sacrifício dos animais já contaminados e daqueles suscetíveis à contaminação. Todo o procedimento está sendo realizado com apoio da Superintendência Federal de Agricultura do Estado do Pará, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Superintendência do Amapá (Mapa/SFA-AP), órgão oficial de Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro), Polícia Militar, Prefeituras e produtores locais.

Peculiaridade - Segundo o diretor técnico da Adepará, Sandro Lemanski, o Marajó, na área de ocorrência dos focos, tem uma peculiaridade: além do sistema rudimentar de criação, a dificuldade de acesso às áreas alagadas torna ainda mais difícil o combate à doença nas propriedades.

Após o sacrifício dos animais será feita a desinfecção nos locais onde ocorreram os focos e a análise de risco in loco, para determinar se há necessidade de sacrificar animais em propriedades localizadas em um raio de 3 quilômetros, além da investigação epidemiológica no raio de até 10 quilômetros das propriedades onde ocorreram os focos. "É importante ressaltar que a PSC não é uma zoonose, portanto não oferece nenhum perigo à saúde humana, sendo sua ocorrência de importância econômica e, por conseguinte, social", ressaltou Lemanski.

Os procedimentos no Marajó acontecem há cerca de um mês, por determinação dos governos do Pará e Amapá, Estado onde também foram registrados focos da peste suína.

O diretor geral da Adepará, Aliomar Arapiraca, chegará nesta quarta-feira (22) ao município de Afuá, para acompanhar todos os procedimentos executados pelas equipes de emergência. "Já estamos tomando todas as providências para que os proprietários dos rebanhos onde foram detectados focos da doença sejam indenizados", informou.



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