Erro na dose de insumos e falta de análise do solo podem prejudicar lavouras

Agronegócio

Erro na dose de insumos e falta de análise do solo podem prejudicar lavouras

Seja qual for a cultivar, ela precisa ter nutrientes adequados
Por: -Marianna
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A adubação sistêmica não deve ser realizada, pois o aporte de nutrientes em excesso levará o solo ao acúmulo de sais, afirma Roberto Antunes Fioretto

A colheita da safra de verão no Brasil ainda não encerrou. Mas para quem já está plantando a safra de inverno e também para os produtores que estão pensando nela, é preciso estar atentos à adubação do solo. Entre os principais problemas nessa fase estão a falta de análise de solo e a restituição de nutrientes em doses equilibradas. Seja qual for a planta cultivada, ela precisa ter nutrientes adequados e equilibrados para se desenvolver e render todo o potencial genético da semente. Por isso, utilizar doses incorretas de insumos ou de forma equivocada são fatores que geram problema lá na frente, no momento da colheita.

Para o diretor de Planejamento da Laborsolo, em Londrina/PR, Roberto Antunes Fioretto, o primeiro passo é analisar a situação do solo em que haverá o plantio, para somente depois se aplicar qualquer tipo de insumo para correção. “A nutrição mineral é invisível, e para avaliar o equilíbrio entre os nutrientes e certificar que as plantas estão saudáveis, é preciso ‘conversar’ com a planta, o que para isso só é possível através de um exame coletando-se folha para análise química. Por isso é preciso ‘enxergar’ a planta não isolada do meio em que ela está. Se há algum problema é porque a planta perdeu a saúde e está desbalanceada”, afirma Fioretto, referência no assunto no país.

O diretor da Laborsolo ressalta ainda que para o sucesso da colheita, entre outros, é necessário entender que dois fatores precisam ser levados em consideração: o genótipo e o ambiente de produção, ou seja, a semente e o solo onde ela foi semeada. “Não podemos ir contra essa equação”, pontua.

Sobre o trigo, principal cultura de inverno, Fioretto lembra que erros são cometidos no manejo dessa gramínea. “Quando se faz adubação sistêmica, se sobrecarrega a lavoura de trigo para aproveitar o insumo na safra de verão. Em outros casos são empregadas doses inferiores a necessário. Em biologia isso não existe, pois se estará prejudicando o crescimento e o desenvolvimento da cultura do trigo, por excesso de sais no solo, viabilizando o desequilíbrio nutricional da lavoura, com conseqüências diretas na perda da saúde vegetal, aparecendo as doenças. Na atividade biológica, como a agricultura, não há meia-dose, nem o a dose em dobro, há sim, sempre, a dose certa. Não se pode ‘cortar custos’ quando fatores biológicos estão envolvidos”, enfatiza.

De acordo com ele, a correção via foliar é indicada somente em casos de desequilíbrio leve, ou seja, com os micronutrientes. Para os macronutrientes, a correção é no solo, antes do plantio, bem como demais aplicações em cobertura, para qualidade e sanidade, durante o crescimento da planta.

As informações são da assessoria de imprensa da Biotrigo Genética.

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