ES: integrar para avançar

Agronegócio

ES: integrar para avançar

A agricultura familiar do Espírito Santo está cada vez mais forte e moderna
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A agricultura familiar do Espírito Santo está cada vez mais forte e moderna. Os dados não deixam dúvidas: o estado conta com quase 20 ações específicas para esse segmento, sendo muitas delas com o apoio da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). 

Entre elas, estão a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), os programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (Pnae) e o crédito fundiário. Para o delegado federal da Sead no Espírito Santo, Aureliano Nogueira da Costa, as iniciativas fortalecem cada vez mais a agricultura familiar capixaba. 

“A agricultura familiar é a maior representante dentro da agricultura do estado. Temos uma pauta muito diversificada, com sustentabilidade para cada região local e tudo isso é muito importante para essas famílias”, explica. 

Aureliano destaca a união entre o governo do estado e a Sead. Atualmente, a delegacia do Espírito Santo está integrada com a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca capixaba. “Essa parceria é fundamental. Todo mundo trabalhando em prol da agricultura familiar.” 

De acordo com dados do último Censo Agropecuário, são mais de 200 mil agricultores familiares vivendo no estado. São eles os responsáveis por 100% da produção de soja, 77% do feijão, 72% do milho e 71% do arroz. Aureliano Nogueira destaca, também, a produção do café, que de 2006 para cá, data do último Censo, é predominante no estado. 

Programas 

A Ater, segundo o delegado, ainda é um gargalo, mas a parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), responsável pela prestação desse serviço no Espírito Santo, tem viabilizado o apoio com mais qualidade. “A empresa executa o serviço de forma continuada, que é uma demanda das famílias. As chamadas públicas são importantes nesse aspecto”, diz. Segundo informações do último relatório de Ater, mais de 60 mil agricultores familiares locais receberam assistência no ano passado. “A tendência é que esse número cresça”, acredita Aureliano. 

O PAA e o Pnae são outro ponto forte no estado. A agricultora familiar Selene Hamner Tesch, 53 anos, é prova disso. Da comunidade de Alto Santa Maria, em Santa Maria do Jetibá, Selene comanda a Cooperativa de Agricultores Familiares (CAF), que conta com mais de 280 cooperados. 

As mais de 500 escolas da rede pública de ensino do estado recebem da CAF verduras, legumes, feijão, frutas e outros itens, tudo orgânico, para a merenda escolar. “Isso faz toda a diferença para nós, é um retorno muito bom”, comemora. Para ela, participar desses programas é uma forma de valorizar quem trabalha no campo. “Depois disso, começamos a caminhar melhor. Sem a presença dos atravessadores, todo mundo tem acesso aos verdadeiros preços dos produtos”, afirma. 

A CAF participou do PAA no ano passado, fornecendo alimentos para hospitais da cidade. “É uma renda garantida. Você sabe para onde está indo, a gente não fica mais de olhos fechados”, diz.


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