Escassez na oferta de diesel nas revendadoras de MT
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Agronegócio

Escassez na oferta de diesel nas revendadoras de MT

Problema deve ocorrer pelos próximos 6 meses, diz Sindipetróleo
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Problema deve ocorrer pelos próximos 6 meses, diz Sindipetróleo
 
É escassa a distribuição de óleo diesel nos postos de combustíveis de Mato Grosso. A superprodução das safras agrícolas é apontada como uma das culpadas pela falta do produto nas revendedoras do estado. O aumento no número de máquinas no campo, prontas para a colheita, e de caminhões, na espera para fazer o escoamento da produção, elevou o consumo do combustível no último mês. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Mato Grosso consumiu 1,4 bilhões de litros de diesel nos primeiros cinco meses deste ano. Isso representa um crescimento de 12% no que foi comercializado no mesmo período do ano anterior, quando as vendas do combustível atingiram 1,2 milhões de litros.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Aldo Locatelli, confirma a falta do produto, que já ocorre há cerca de 30 dias, e explica que a distribuição estará comprometida pelos próximos seis meses. Para ele, além da alta no consumo, a falta de logística e de locais para a armazenagem do produto contribuem para o cenário de instabilidade no setor. Outro problema é encarecimento do frete. "Não temos estradas adequadas e a nova lei para a jornada de trabalho dos motoristas ajudam a encarecer o preço do frete. Esta situação impacta no bolso do consumidor."

Para o diretor executivo do Sindicato de Transportadoras de Mato Grosso (Sindmat), Gilvando Alves de Lima, a falta do produto pode estar relacionada ao não pagamento mínimo do custo por quilômetro rodado. "As transportadoras devem receber, pelo menos, R$ 3,75 em cada quilômetro rodado. Muitas empresas estão recebendo abaixo desse valor, o que pode ter provocado receio na hora de fechar o frete". Mas, ele aponta que a razão para a falta do produto nas revendedoras não foi apurada. "Estamos verificando o que realmente está acontecendo".

Enquanto isso, além dos setores de combustíveis, a agricultura teme os efeitos que a falta do diesel pode trazer. "O setor ficará estagnado. Não teremos como tirar a produção do campo e nem fazer o escoamento", diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado. Conforme dados do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea) restam ainda 44% da produção de milho para serem colhidos. Já o algodão, mais da metade da produção ainda está no campo.

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