Especialista destaca os principais desafios da produção de carnes

Agronegócio

Especialista destaca os principais desafios da produção de carnes

Presidente executivo do Grupo Agroceres alerta sobre desafios que impactam na competitividade da carne brasileira
Por: -Joana
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O engenheiro agrônomo e presidente executivo do Grupo Agroceres, Fernando Pereira, alerta sobre desafios que impactam na competitividade da carne brasileira


Infraestrutura, qualificação de mão-de-obra, sistema tributário e a sobrevalorização do câmbio foram destacados entre os principais desafios da indústria de proteína animal no Brasil pelo engenheiro agrônomo e presidente executivo do Grupo Agroceres, Fernando Pereira, durante a palestra “Os desafios da competitividade da suinocultura e avicultura brasileira”, ministrada no painel conjuntural de mercado da AveSui em Florianópolis.

“Enfrentamos um inconcebível déficit de infraestrutura, temos um sistema tributário irracional, uma burocracia arcaica e um câmbio sobrevalorizado. E mesmo com todos estes fatores, conseguimos nos manter competitivos graças a nossa eficiência produtiva, à capacidade de gestão do nosso empresariado, a disponibilidade de recursos naturais e aos altos preços internacionais das commodities agrícolas”, disse o especialista. Ele acredita também que o processo de consolidação das agroindústrias brasileiras continuará ocorrendo nos próximos anos.

O custo da mão-de-obra
Outra barreira para a competitividade brasileira no mercado internacional é a baixa qualificação, a escassez e o aumento no custo da mão-de-obra. “É importante pensarmos em partir para uso menos intensivo de mão-de-obra através de mudanças em processos de produção e maior automação. Para isso temos boas oportunidades de benchmarking na avicultura e suinocultura dos Estados Unidos”, afirmou Pereira.

O executivo acrescenta que este cenário deve forçar um aperfeiçoamento da gestão. “As empresas terão que rever seus planos de qualificação interna, melhorando-os e ampliando-os. E isto é também essencial para romper novas barreiras de ganhos de eficiência na produção, pois uma melhoria do que já é bom só se consegue com pessoal de qualidade diferenciada.”

Cenário
A volatilidade nos preços das commodities deve continuar elevada. Há também fortes indícios de que o custo dos grãos usados na produção de rações pode permanecer elevado por um tempo mais longo. Por sua vez é também bastante provável que os preços das proteínas de origem animal continuarão mais elevados do que seus valores históricos. As cadeias produtivas de aves e suínos precisam se adaptar a essa realidade em que os grãos se tornaram ativos financeiros atrativos para fundos de investimentos, disse o executivo.

Contudo, o especialista aposta na tendência de aumento no consumo de carnes no Brasil e no mundo, pois é sabido que aumento de renda, como vem ocorrendo nos países em desenvolvimento, resulta em maior aumento de consumo de proteínas do que de carboidratos. Este cenário deve levar a uma sustentação dos preços dos alimentos em todo o mundo, destacou o especialista.

Neste contexto, o executivo prevê uma transformação estrutural das cadeias produtivas de aves e suínos, no Brasil, com acirramento da concorrência, mudanças nos modelos atuais de gestão, exigências crescentes e diferenciadas pelos clientes e agregação mais acirrada de tecnologias.
 
 
As informações são da Agronotícia

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