Especialistas avaliam culturas do milho e do trigo durante Fóruns Norte Gaúcho

Agricultura

Especialistas avaliam culturas do milho e do trigo durante Fóruns Norte Gaúcho

Principais fatores que podem interferir na alta produtividade das culturas do milho e do trigo
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Os principais fatores que podem interferir na alta produtividade das culturas do milho e do trigo, desde a semeadura até a colheita, sejam de manejo, produção, econômicos e climáticos, pautaram as palestras técnicas do 5º Fórum Norte Gaúcho do Trigo e o 6º Fórum Norte Gaúcho de Milho, realizados em Getúlio Vargas, na sexta-feira (26/04). Os eventos reuniram mais de 300 pessoas, entre produtores, técnicos da Emater/RS-Ascar, estudantes e lideranças, no Centro Comunitário. 

O ato de abertura contou com a presença do prefeito de Getúlio Vargas, Mauricio Soligo, de representantes do Sindicato Rural de Getúlio Vargas, Associação Comercial, Cultural, Industrial, de Agropecuária e Serviços (Accias), Prefeitura, Emater/RS-Ascar, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Getúlio Vargas (Aeagv) e Faculdade Ideau, promotoras dos eventos. O prefeito Mauricio Soligo agradeceu as parcerias e apoiadores do evento e destacou a importância dos fóruns para discutir práticas tão desejadas nas propriedades e garantiu que o município está incentivando a participação dos produtores nesses debates.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, falou em nome das entidades promotoras dos eventos. Ele agradeceu a parceria na realização dos fóruns, bem como aos agricultores e técnicos da Emater/RS-Ascar. ?Estes fóruns são importantes para o desenvolvimento da região. A Emater é parceira nestes fóruns e pode ajudar o produtor na tomada de decisões. Precisamos evoluir, buscar conhecimentos para a propriedade. Não importa se ela tenha cinco ou 500 hectares. Ela tem que ser tratada como uma empresa?, analisou. Tonello também manifestou preocupação com a previsão de aumento da área de cultivo com milho na região e no Estado, devido ao alto custo de produção.

Após a solenidade de abertura iniciou a programação técnica com a palestra do professor e pesquisador doutor Luis Sangoi. Ele falou sobre Fenologia e Manejo do Milho para Altas Produtividades, focando sua palestra nas principais alterações morfológicas e fisiológicas que acontecem com o milho, da semeadura à colheita, detalhando as principais exigências da cultura em cada fase do seu ciclo, relacionando essas exigências com as práticas de manejo para melhorar sua produtividade. 

Sangoi ressaltou que a produtividade da cultura do milho no Brasil está muito abaixo do potencial e destacou um conjunto de práticas que podem contribuir para esse cenário. Segundo ele, práticas inadequadas de manejos estão entre as causas que podem interferir no desenvolvimento do milho. A densidade da semeadura e o arranjo das plantas, radiação solar, controle adequado de plantas daninhas e bons híbridos estão entre práticas que podem contribuir para resultar em altas produtividades.

Na sequência, o professor doutor Anderson Nunes palestrou sobre Manejo de Plantas Daninhas no Sistema de Produção Trigo-Milho-Soja e Culturas. Segundo ele, a cada safra o controle de plantas daninhas fica mais difícil. O azevém é a pior planta daninha e já se tornou resistente aos herbicidas, exemplificou. Também citou a buva com de difícil controle. ?A cultura de inverno tem papel importante no manejo de plantas daninhas para a cultura de verão?, observou. Ele destacou ainda a importância de rotação de culturas como fundamental para o incremento de produtividade e rentabilidade. Outra medida é evitar ao máximo a produção de sementes dentro da lavoura.

A palestra seguinte foi ministrada pelo economista e chefe da Farsul, Antonio da Luz, com o tema Perspectivas para Comercialização de Trigo e Milho safra 2019/2020. Ele avaliou o contexto econômico com ênfase das culturas do milho e trigo, que tem como expectativa o aumento da produção do milho. ?A Argentina está se recuperando e incrementando a produção de milho e deve exportar o cereal neste ano?. No mercado mundial, apontou os Estados Unidos, China, União Europeia, Brasil, México, Índia e Egito como os principais países consumidores de milho. Também contextualizou o impacto mundial que a gripe suína, com a morte de milhões de suínos na China, terá no cenário de importação e exportação.

A programação seguiu à tarde, com as palestras com o diretor da Somar Meteorologia, doutor Paulo Etchichury, que tratou sobre o tema O Clima e a Safra 2019/2020, e com o engenheiro agrônomo doutor Carlos Alberto Forcelini, que abordou o tema Controle de Doenças: preparação para as safras de trigo e milho.


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