Especialistas debatem criação do Programa de Sanidade Apícola
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Agronegócio

Especialistas debatem criação do Programa de Sanidade Apícola

O diretor técnico da câmara apícola, Gustavo Diehl, defendeu os dois projetos como forma de agregar valor à produção gaúcha
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A criação do Programa Estadual de Sanidade Apícola, e de um projeto de Georreferenciamento das propriedades gaúchas produtoras de mel, foram os pontos de destaque da reunião da Câmara Setorial da Apicultura, realizada nessa quinta-feira (19), na Secretaria de Agricultura Pecuária e Agronegócio (Seapa/RS).


O diretor técnico da câmara apícola, Gustavo Diehl, defendeu os dois projetos como forma de agregar valor à produção gaúcha e também pela importância em termos sanitários. “O Rio Grande do Sul ocupa hoje o primeiro lugar em produção de mel do país, mas está em terceiro em termos de exportação. Para reverter essa situação não basta ter sanidade, é preciso comprovar que temos”, ponderou Diehl.

Segundo ele, o objetivo do programa de sanidade é evitar a ocorrência de enfermidades que causam graves prejuízos produtivos, com perdas econômicas e sociais para o estado. “Com o programa, poderemos fortalecer a cadeia produtiva, com maior vigilância e sanidade animal, além de evitar a entrada de doenças exóticas.”


O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, disse que, cada vez mais, o mercado comprador, principalmente o externo, tem aumentado as exigências quanto à origem do produto consumido, sendo necessário fazer a rastreabilidade do mesmo, com a ajuda de ferramentas do georreferenciamento. “Esse projeto deve conter informações cadastrais das propriedades e também como e quanto se produz de mel no estado”, disse Mainardi.

O professor de apicultura da Faculdade de Agronomia da UFRGS, Aroni Sattler, disse que o Rio Grande do Sul é o estado mais citado como área de risco para a entrada de doenças típicas da criação apícola, pelas fronteiras com Uruguai e Argentina. “Esse programa permitiria fazer monitorias periódicas”, argumentou.


Para avaliar e discutir os projetos em sanidade e georreferenciamento - que irão integrar o Programa Estadual de Apicultura - a Câmara Setorial da Apicultura decidiu criar um grupo de trabalho específico para o setor, reunindo diversas entidades. O próximo passo é saber se o processo de georreferenciamento está contemplado na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) do governo federal. “Também vamos propor o envolvimento dos municípios no processo de georreferenciamento das propriedades para a elaboração do cadastro dos produtores.”

Durante a reunião, também foram apresentados detalhes sobre o Congresso Brasileiro de Apicultura, que ocorre de 22 a 25 de maio, em Gramado. Durante o evento serão realizadas rodadas de negócios nacionais e internacionais, além de clínicas tecnológicas e mini-cursos. “Vamos realizar concursos para avaliar abelhas sem ferrão e também o melhor pólen”, disse o presidente da Câmara Brasileira de Apicultura (CBA),José Cunha.


Dados da apicultura gaúcha

Em 2010, o estado produziu cerca de 8 mil toneladas de mel, em cerca de 38 mil propriedades que trabalham com apicultura, com a presença de 500 a 600 mil colméias. A exportação gaúcha é de 3 mil toneladas.

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