Especialistas recomendam cuidados ao produtor no controle biológico
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Agronegócio

Especialistas recomendam cuidados ao produtor no controle biológico

Palestrantes discutiram combate a pragas, plantas daninhas e doenças
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Algumas das principais preocupações dos produtores rurais no período de safra foram discutidos no debate final do segundo dia do Seminário Cooplantio, realizado na terça-feira, dia 3 de junho, no Centro de Eventos do Hotel Serrano, em Gramado (RS). As tendências nos controles de pragas, plantas daninhas e doenças foram assuntos do evento que reuniu especialistas em cada uma das áreas.

 O painel iniciou com o engenheiro agrônomo e pesquisador da área de Proteção de Plantas da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Fabiano Siqueri, que mostrou como está sendo feito o controle da ferrugem da soja no Estado. A indicação do especialista é de plantar mais cedo e utilizar material precoce, mas só isso não garante o sucesso do combate. "A imprevisibilidade da ferrugem é um fator que infelizmente não nos ajuda a tratar do tema com otimismo. Uma postura defensiva é recomendada. É preciso aplicar fungicida preventivamente em todos os ciclos", salienta.

 Na parte de plantas daninhas, o palestrante foi o pesquisador da Embrapa Trigo, Leandro Vargas. Afirmou aos agricultores presentes que é preciso ficar de olho na questão de aplicação dos produtos para combater os problemas nas lavouras. "Antes de lançar o glifosato no mercado a gente já sabia que o mesmo não controlava bem algumas plantas daninhas. O produtor aplica o produto fora do estágio, não controla e troca de produto. Na verdade o que está acontecendo é um momento de erro de aplicação. É preciso tomar cuidado com os estágios de aplicação", ressalta.
 
Na parte de pragas, o convidado foi o professor e pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Jerson Guedes. Um dos principais temas da última safra foi a presença da Helicoverpa nas lavouras gaúchas, o que causou pânico nos agricultores. Guedes afirma que muito poderia ser evitado se houvesse a correta identificação da lagarta. "Helicoverpa em soja tem uma grande possibilidade de ser armígera. Porém a certeza não vai vir com lagarta, a não ser se o produtor faça a biologia molecular da praga, o que levaria dias", observa

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