Espírito Santo relata infestação de caramujo-africano no cafeeiro
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Imagem: Divulgação
PRAGA

Espírito Santo relata infestação de caramujo-africano no cafeeiro

Entre os municípios mais afetados estão São Mateus, Linhares e Jaguaré
Por: -Eliza Maliszewski

Produtores de café do Espirito Santo, maior produtor nacional de conilon, estão preocupados com a infestação de uma nova praga. Trata-se do caramujo-africano (Achatina fulica). A espécie invasora é encontrada em várias partes do mundo e se alimenta de árvores, como o cafeeiro. 

Entre os municípios mais afetados estão São Mateus, Linhares e Jaguaré. O molusco aparece no momento próximo a colheita, podendo impactar a produção, já que come os grãos. Além de poder destruir plantações inteiras,  também faz mal à saúde humana. Além do café também impacta outras culturas como pimenta-do-reino, mamão e hortaliças. 

O potencial reprodutivo é muito rápido e é agilizado na época de chuvas. De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a região norte capixaba recebeu alto volume de chuvas nos últimos meses. O acumulado chegou a 900 mm.

"Esse é um problema que preocupa. O caramujo-africano foi introduzido no Brasil em 1983 com intuito de produzir o escargot de forma mais barata mas perdemos o controle. Hoje é uma praga e precisamos que a população aprenda a conviver com ele porque é migratório. Hoje está aqui e amanhã pode ir pra outra região até em um pneu de carro",  explica Antônio Carlos Machado, diretor do Incaper.

A recomendação de controle é antes do início da colheita para que o produtor não tenha problemas durante a análise do café pós-colheita, principalmente para os cafés que têm como destino o mercado externo. Os resíduos do molusco podem trazer algum impacto negativo para o produtor que deixar algum resíduo no café.

Renan Queiroz, Engenheiro Agrônomo, explica que o cafeicultor pode usar uma isca química colocada no chão da lavoura. “É uma espécie de pastilha e é colocada por área. Uma isca de 250 gr custa, em média, R$ 35, mas nas áreas onde a proliferação está muito acentuada os produtores estão comprando muitos quilos”, ensina.

O Espírito Santo espera colher nesta safra entre 100/120 sacas por hectare. Segundo uma lei estadual 14 de maio é dia de começar a colheita de café conilon. Segundo dados da Conab, na safra passada, o estado colheu 11,22 milhões de sacas, incremento de 22,1% em relação ao ciclo anterior, somente de canéfora.


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