Estiagem compromete produção do milho safrinha na região

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Estiagem compromete produção do milho safrinha na região

Com a ausência de chuva, as projeções para a colheita de milho safrinha estão sendo reduzidas
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A falta de chuva no mês de abril já comprometeu o desenvolvimento do milho safrinha no Vale do Ivaí. A última precipitação registrada na região foi no dia primeiro de abril, quando choveu 13,2 mm. No ano passado, por exemplo, choveu ao longo do mês 189 mm. O índice registrado também está muito abaixo média histórica de 132 mm. É a maior seca registrada no mês nos últimos oito anos na regional. 

Com a ausência de chuva, as projeções para a colheita de milho safrinha estão sendo reduzidas. O Departamento de Economia Rural (Deral), do escritório regional de Ivaiporã da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), confirma uma redução de 30%. A expectativa inicial de colher, em média, 240 sacas por alqueire, o que corresponde a um volume de 6 mil quilos por hectare. Agora, a estimativa é de uma produção de 168 sacas.

Conforme o agrônomo Randolfo Oliveira, do escritório regional do Deral de Ivaiporã, normalmente o mês de abril é de poucas chuvas, porém, este ano surpreendeu. “Historicamente o mês é pouco chuvoso e com temperatura alta. Geralmente passa a primeira quinzena bem seca, e a partir do dia 18 ocorrem as precipitações que se prologam para o início de maio. Com isso, o solo está ressecado, comprometendo toda a produção”, assinala Oliveira. 

Na regional de Ivaiporã, que tem área de abrangência de 22 municípios, a área cultivada com o grão é 50,3 mil de hectares. “A fase em que o milho safrinha mais precisa de chuva é entre o pendoamento e a maturação e o veranico atingiu as lavouras aqui da região justamente nessa fase. Se o tempo continuar seco, novos cortes poderão ser feitos na projeção, especialmente nas áreas plantadas mais tarde”, afirma. 

Segundo técnico do Deral, Mario Iurino, que atende a região de São João do Ivaí, o cenário tende a ser ainda pior. "O milho aqui em São João está horrível, e a previsão não é muito animadora para os próximos 10 dias. De agora em diante, a cada dia que se passa sem chuva a condição é agravada", relata. 

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