Estiagem deve assombrar novamente o Paraná

Agronegócio

Estiagem deve assombrar novamente o Paraná

Todo o Estado do Paraná sofreu com a falta de chuvas no último mês
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Fenômeno La Niña, bloqueios de ar quente e inverno. Estes fatores somados fizeram do mês de junho que passou o mais seco na Capital em uma década. Neste mês, o Instituto Tecnológico Simepar registrou apenas 2 milímetros de água em solo curitibano, um oceano de distância da média para a época, que oscila históricamente entre 63 e 104 milímetros. O resultado foi pior até que o junho de 2006, em plena estiagem, quando a estação de monitoramento do instituto marcou 28 mm de chuva na cidade.

Mas a situação — que já traz alguma preocupação — não é exclusividade de Curitiba. Todo o Estado sofreu com a falta de chuvas no último mês. Algumas regiões já sofrem com o problema desde abril, como é o caso do Norte Pioneiro. A faixa Norte-Noroeste-Oeste está à míngua há pelo menos 40 dias, e o fantasma da estiagem assombra. Como não podia ser diferente, é a área agrícola a mais prejudicada até o momento, e a mais tensa com relação aos próximos movimentos do tempo.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanha com atenção as condições climáticas no Estado, e já aponta um indicativo de estiagem para o Paraná, com prejuízos para as lavouras de trigo, principalmente.

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) também está reavaliando as estimativas de safra para as culturas de inverno, que podem ser afetadas se não ocorrer chuvas suficientes.

Até mesmo a Sanepar, que há um mês tranquilizava a população com relação ao abastecimento na Grande Curitiba, volta a pedir que não se desperdice água. Com a escassez de chuvas em junho, as reservas nas barragens do Iraí e Piraquara I cairam 5,2%. No primeiro dia de junho as duas tinham somadas 87,1% da capacidade armazenada. Ontem, o nível estava em 81,9%.

Embora o quadro não seja dramático como durante a estiagem do ano passado — quando até o racionamento foi implantado na Região Metropolitana em agosto — não dá para esbanjar. Conforme a assessoria de imprensa da empresa, o nível atual, a continuar assim, não oferece risco de racionamento imediato, embora exija atenção. Em junho, a água só saiu das barragens, e não houve reposição.


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