Estoques mundiais de milho: o menor nível em quatro anos

Agronegócio

Estoques mundiais de milho: o menor nível em quatro anos

O Brasil deve chegar ao final de 2011 com um estoque final pelo menos um quarto menor que o do ano passado
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Não é por menos que o mundo anda nervoso com as perspectivas de abastecimento de alimentos. A demanda aumenta, as safras sofrem os efeitos das inconstâncias climáticas e o resultado é, simplesmente, frustrante. A ponto de líderes mundiais chegarem a propor o controle dos estoques, das volumes comercializados e até dos preços.

O caso do milho – essencial na produção das duas carnes mais consumidas no mundo, a suína e a de frango – é bem ilustrativo: paira, sobre o grão, a perspectiva de chegar ao final de 2011 com o menor estoque final mundial dos últimos quatro anos.

No Brasil, a situação não é muito diferente: após encerrar a safra 2007/08 com um estoque final quase 350% superior ao da safra anterior (de 2,5 milhões/t para 11,3 milhões/t, segundo a Conab) e manter esse estoque acima dos 11 milhões de toneladas por três anos consecutivos, o País deve chegar ao final de 2011 com um estoque final pelo menos um quarto menor que o do ano passado. E não porque esteja ocorrendo sensível redução da produção (a última previsão para a presente safra, cuja colheita já está atrasada, é de queda de cerca de 6% e volume ainda superior a 50 milhões de toneladas), mas sim por que é firme a demanda externa do produto.

Em conseqüência, enquanto os estoques mundiais, apesar de menores, tendem a encerrar 2011 com volume apenas 2% inferior aos de 2008, os brasileiros caminham para uma queda não muito distante dos 30%.
 

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