Estudo: CO2 persiste décadas após incêndios na Amazônia
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Imagem: Pixabay
MEIO AMBIENTE

Estudo: CO2 persiste décadas após incêndios na Amazônia

A pesquisa foi conduzida pela pesquisadora Liana Anderson, do Cemaden, e Camila Silva, doutoranda da Universidade de Lancaster (Reino Unido)
Por: -Leonardo Gottems

Pesquisadores brasileiros e britânicos revelam que é significativo o volume de emissões de carbono (CO2), mesmo cessados os incêndios florestais na Amazônia, segundo o que informou o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com eles, os cientistas estimam que, em 30 anos depois da ocorrência dos incêndios, as emissões por decomposição de árvores mortas equivalem a 76% das emissões totais de carbono. 

“Até o momento, também não se conhecia a quantificação das emissões de carbono que seriam anuladas pelo crescimento da floresta, depois dos incêndios. Algumas estimativas chegaram a considerar que, após o fogo, a regeneração da floresta compensaria toda as emissões por combustão. O estudo mostrou que apenas 35% de todas as emissões de CO2 são compensadas através da regeneração parcial da floresta, após o distúrbio causado pelo fogo”, disse o Cemaden. 

A pesquisa foi conduzida pela pesquisadora Liana Anderson, do Cemaden, e Camila Silva, doutoranda da Universidade de Lancaster (Reino Unido). “As emissões provenientes dos incêndios florestais na Amazônia ainda não estão contabilizadas nos inventários nacionais de gases de efeitos estufa. Para os pesquisadores, os resultados desse estudo demonstram um avanço no conhecimento, pois revelam a magnitude das emissões líquidas de CO2 reunindo os três componentes principais: emissões por combustão, emissões por decomposição e sequestro através da regeneração pós-fogo”, indica o Cemaden. 

“Os estudos foram divulgados, no último dia 21 de outubro, pela revista científica internacional  IOPscience -Environmental Research Letters ,  com o título “Estimating the multi-decadal carbon deficit of burned Amazonian forests” (Estimando o déficit de carbono multidecadal das florestas amazônicas queimadas)”, conclui.  


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