Estudo mostra impacto em HF na pandemia
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Imagem: Marcel Oliveira

LEVANTAMENTO

Estudo mostra impacto em HF na pandemia

Os impactos foram maiores em feiras do que em Ceasas
Por: -Eliza Maliszewski
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Um levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou os efeitos da pandemia de coronavírus na comercialização de hortaliças e frutas. De maneira geral o setor hortigranjeiro foi afetado de maneiras diferentes. 

A comercialização nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) não foi tão afetada. Um comparativo feito no período dos cinco primeiros meses do ano mostrou que a comercialização total de hortaliças caiu apenas 3% em relação ao mesmo período de 2018 e de 2019. Nesse cenário, destaca-se a queda na movimentação da couve-flor (25%), da alface (22%) e do brócolis (15%).

Se por um lado a venda destes produtos caiu em razão do fechamento de bares e restaurantes, interrupção das atividades nas unidades de ensino e paralisação das feiras livres, por outro o consumo direto deles pelas famílias aumentou. Ou seja, houve um aumento nas compras nos mercados que servem direto ao consumidor final.

Já as feiras sofreram mais. Com a proibição de funcionamento e, depois, com redução de movimento produtos perecíveis como as folhosas acabaram indo para o lixo. Os produtores e comerciantes precisaram se adaptar ao momento, investindo em tele-entrega, por exemplo.

No caso das frutas o cenário se repete. Também não foi percebida uma queda significativa na comercialização nas Ceasas. A oferta nesses mercados, nos meses de março a maio, caiu 5% em relação a 2019 e 1% na comparação com 2018. O comércio varejista funcionou normalmente por ser essencial e o desempenho nas feiras variou de estado para estado. Com isso, os impactos foram mais sentidos junto aos produtores que tinham nestas feiras seu principal canal de comercialização.

Na exportação houve queda de 6,8% de janeiro a maio, em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume foi de 358,6 mil toneladas e aproximadamente US$ 324 milhões, queda de 15,41%. Destaque para o crescimento, mesmo nesse cenário, do volume das exportações de maçãs, limões e limas, banana e abacate.
 


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