Estudo mostra melhores fungos para obter enzima importante

PESQUISA BRASILEIRA

Estudo mostra melhores fungos para obter enzima importante

"São grupos de biocatalisadores com grande interesse comercial"
Por: -Leonardo Gottems
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Um estudo brasileiro, realizado pela aluna de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP), Inaiá Ramos Aguiar, identificou quais são os melhores fungos para se obter a enzima “pectinases”, que é amplamente utilizada pelas indústrias de alimentos, têxtil, agroindústria e nutrição animal, entre outras. Intitulado “Screening de fungos filamentosos voltados para a produção de pectinases”, o trabalho será apresentado na Rutgers University e na Ohio State University, nos Estados Unidos. 

De acordo com a orientadora da pesquisa, professora Maria de Lourdes T. M. Polizeli, do Laboratório de Microbiologia/Biologia Celular (LMBC) do Departamento de Biologia da USP, a triagem foi iniciada a partir de pesquisas na literatura sobre fungos filamentosos bons produtores de pectinases e já prospectados, isolados e armazenados. “São grupos de biocatalisadores com grande interesse comercial e têm como os seus principais produtores os fungos filamentosos”, comenta. 

“Como perspectiva para os próximos passos, temos a inclusão das pectinases deste estudo em mistura com outras enzimas fúngicas que estão sendo produzidas no LMBC, como as enzimas lignocelulósicas, para observação de ação combinada entre as enzimas, uma ajudando a outra e cooperação na quebra dos resíduos agroindustriais, como o bagaço de malte proveniente de indústria cervejeira artesanal local e de bagaço de cana de açúcar de usinas da região de Ribeirão Preto. A formulação de um coquetel enzimático, com a associação de enzimas fúngicas, portanto, poderá contribuir para a produção de etanol de segunda geração”, indica a professora. 

Um dos objetivos do estudo é trabalhar com fungos de todos os biomas do Brasil, sendo eles o Neosartorya glabra, Aspergillus thermomutatus e Aspergillus sp. “A produção de pectinases por estes fungos em fermentação líquida é rápida, atingindo um nível máximo em três dias”, conclui. 

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